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Solução para 'buraqueira' nas ruas passa pelo recapeamento, diz ex-titular da Seintrha

Últimas gestões fizeram só o tapa-buracos, critica Semy Ferraz

31 DEZ 2016
Thiago de Souza
18h05min
Semy diz que é preciso prevenir o surgimento de buracos Foto: Arquivo TopMidiaNews

Para resolver a questão dos milhares de buracos nas vias de Campo Grande, a sugestão é recapear as ruas assim que elas apresentarem problema, aponta o engenheiro civil e ex-titular da Seintha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação), Semy Ferraz. 

Semy diz que apenas fazer o tapa buraco não resolve a questão, já que a grande presença de buracos na via mostra que a vida útil do asfalto chegou ao limite. ''Nós atuamos no curativo e  preventivo", disse Ferraz sobre a época que foi secretário. 

''70%, ou seja, a maioria das vias de Campo Grande está com a vida útil vencida, então é preciso recapear'', completou. Um exemplo dado pelo engenheiro são as rodovias privatizadas, cujo a concessionária faz o recapeamento assim que detecta um problema maior, e por isso a estrada não apresenta tantos problemas como as ruas. 

Uma alternativa que pode ser usada ante o recapeamento, segundo o engenheiro, é usar uma camada de lama asfáltica, que dá uma sobrevida para o pavimento.  

Semy diz que a falta de prevenção associada a não regularidade da operação tapa-buraco na Capital colaborou para que hoje as ruas estejam cheias de buracos. ''Nos oito anos de André [Puccinelli] e Nelsinho [Trad Filho] só foi feito tapa buraco'', analisou. Porém, a atual gestão também deixou a desejar para solucionar a maior parte dos problemas. ''Quando Bernal voltou ficou quatro meses sem tapa buraco...até fez coisas, mas não teve regularidade'', finalizou Ferraz. 

Sobre as condições do pavimento feito em Campo Grande, Semy Ferraz disse que ele tem de durar no mínimo dez anos. É bem o contrário do que ocorreu no Bairro Nova Lima, na Rua Jerônimo de Albuquerque, quando a enxurrada levou o asfalto, em fevereiro e depois em outubro. Segundo moradores, poucos meses depois que uma obra é concluída, a chuva vem e destroi tudo.

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