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Cidade Morena

Técnica de enfermagem é xingada de nega favelada por sentar em banco de maternidade

"É revoltante o que eu passei, sou chamada no meio de todos de favelada e ela é micro-empresária", conta

03 fevereiro 2021 - 13h00Por Dany Nascimento

A estagiária Cristina Rodrygues utilizou as redes sociais para expor indignação ao ser xingada de ‘nega favelada’ enquanto aguardava para iniciar os trabalhos como técnica de enfermagem na Maternidade Cândido Mariano. Ela fez uma publicação relatando o caso no grupo Aonde Não Ir em Campo Grande, no Facebook.

A estudante destaca que foi verbalmente agredida por uma senhora, que vende salgados na frente da maternidade.  

“Tem uns bancos para paciente lá fora da maternidade para a população utilizar. Eu já vi essa senhora expulsando mães grávidas esperando pra serem atendidas para ela sentar e vender as coisas dela. Hoje eu cheguei e os bancos estavam vazios, eu sentei para esperar a hora pra eu entrar para o meu estágio. Essa senhora chegou no meio de todos outros estagiários, inclusive da professora do estágio e mandou eu sair do banco que ali é o ponto de venda dela. Ela estava bem agressiva comigo. Eu falei não vou sair esse banco e para a população, a senhora tem o alvará pra vender suas coisas e maltratar a gente assim...a resposta dela pra mim foi: você é uma negra favelada, estuda anos só pra limpar Bu dos pacientes. Eu só respondi faço isso com orgulho”, publicou a mulher.

A mulher destaca que fez uma reclamação para o Guarda Municipal Metropolitana, que atua no local, e também protocolou a reclamação para a direção da maternidade. 

“Reclamei com o guarda, ele me atendeu e nos deu um papel para relatar tudo e ele mesmo entregar para o chefe da maternidade. Essa senhora é conhecida como Rosa, não jugo ela, está tentando ganhar o pão de cada dia dela, mas destratar, xingar para eu sair do lugar dela. Eu toda uniformizada de branco de técnica de enfermagem para entrar para atender as mãezinhas, sou chamada de negra e favelada. É revoltante o que eu passei. Durante o dia sou cuidadora de idoso, saio do trabalho para estar no estágio, somando os dois tenho um total de plantão 16 horas e sou chamada no meio de todos de favelada e ela é micro empresaria”, desabafou a estagiária. 

Maternidade

O TopMídiaNews entrou em contato com a maternidade, que alega não ter ligação com pessoas que trabalham do lado externo da maternidade, mas que, mesmo assim, vai entrar em contato com a prefeitura para que a vendedora de salgados deixe de atuar na região.

"Maternidade Cândido Mariano informa que não possui ligação com os trabalhadores de rua que ocupam o entorno do prédio da instituição, mas, que a vendedora em questão já foi alertada pela equipe de segurança do hospital para que não ocupasse as entradas das recepções por conta da dinâmica de circulação de veículos no local. A direção da Maternidade Cândido Mariano também ressalta que vai tomar providências junto à Vigilância Sanitária Municipal para que a vendedora seja encaminhada para outro local que não prejudique o funcionamento das recepções e todos consigam trabalhar em segurança".