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RETROSPECTIVA

Trânsito em Campo Grande foi marcado por mortes e covardia em 2019

Quase 50 vidas foram destruídas de janeiro até meados de novembro

25 dezembro 2019 - 17h00Por Thiago de Souza

Quarenta e sete vidas foram perdidas em acidentes de trânsito nas ruas e avenidas de Campo Grande, de janeiro até 17 de novembro deste ano. Ponto comum em algumas ocorrências com vítimas fatais foi o fato de muitos envolvidos não prestarem socorro às vítimas e ‘’deixarem’’ o local. Os números são da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul.  

O mais recente caso de fuga de motoristas envolvidos em acidentes graves ocorreu na manhã do dia 10 de novembro, na avenida Presidente Vargas, região do Santo Amaro. A vítima era um idoso, morador da região, que atravessava a rua e quando foi atingido por uma caminhonete S-10.  

Segundo testemunhas, o motorista fugiu sem prestar socorro ao homem e só se apresentou à polícia dois dias depois. À Polícia Civil, o suspeito contou que parou o veículo após o acidente, mas ao ver ‘’populares exaltados’’, deixou o local. Nestes casos, comprovar embriaguez ao volante se torna mais difícil.  

Bairro Amambaí 

O motociclista Adriano Santos Silva morreu na manhã de 1º de setembro, cerca de uma hora e meia depois de ser atingido por um carro branco, no cruzamento da Rua Guia Lopes com a avenida Salgado Filho, em Campo Grande.  

Tido pela família e amigos como um cristão exemplar, Adriano seguia para o trabalho e o condutor do veículo não parou para socorrê-lo e fugiu.  

Jardim dos Estados 

Catador de recicláveis de cerca de 60 anos também entrou para as estatísticas da violência no trânsito. Ele foi atropelado por uma caminhonete Hilux na madrugada de sábado, 31 de agosto, na rua Bahia, quase esquina com a Barão do Rio Branco, a cerca de 15 metros do Batalhão de Polícia de Trânsito.  

O motorista não parou para dar socorro à vítima e seguiu sentido à Avenida Mato Grosso. Um motorista de aplicativo presenciou o acidente e disse à polícia que seguiu o suspeito, que parou em frente a um mercado na Rua Amazonas.  

Ainda segundo o condutor de app, ele teve de dar a volta no quarteirão para não entrar na contramão da avenida e, neste instante, o motorista da Hilux deixou o local, por isso não conseguiu anotar a placa ou abordar o suspeito.  

O empresário só se apresentou à polícia na segunda-feira e alegou ter acertado um objeto. Sobre o fato de não parar e chamar socorro, disse que pensou tratar-se de uma armadilha de criminosos para roubá-lo.  

Mais dados

Até o momento, a Sejusp contabilizou 1.127 ocorrências relacionadas a crimes de trânsito no ano, somente na Capital. Apesar de toda violência em 2019, os dados mostram que, no mesmo período de 2018 – janeiro a novembro - houve 60 óbitos no trânsito, contra 47 registrados até o momento.