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segunda, 23 de novembro de 2020
Cidade Morena

Velório de PM morto no trânsito é marcado por gritos de tristeza em Campo Grande

Amigos dizem que Luciano tinha alegria contagiante e era apaixonado por moto

20 outubro 2020 - 09h30Por Dany Nascimento e Willian Leite

Amigos e familiares se despedem do Policial Militar Luciano Abel de Carvalho Nunes, 25 anos, que faleceu em um acidente de trânsito na manhã de ontem (19), no bairro Cidade Jardim, em Campo Grande. Ele é velado no cemitério Memoral Park, no bairro Universitário.

A motocicleta que o policial pilotava foi atropelada por um veículo Cobalt, de cor branca, conduzido pelo advogado Helder da Cunha Rodrigues, 38 anos, que foi preso por embriaguez.

Durante a despedida, os amigos de Luciano relembram a alegria do policial, que era apaixonado por moto. “Eu tinha amizade com ele há quase um ano, no dia do acidente estávamos juntos poucas horas antes. É uma dor que não desejamos para ninguém, ainda mais se tratando de um advogado criminoso. Luciano levava alegria para todo mundo, era cara muito para cima, muito positivo. Gostávamos de ficar perto dele. Temos um grupo dos caras que gostam de moto, se chama ‘Os Arrasta’. Moramos juntos em uma casa no Novos Estados, na pandemia moramos juntos também”, conta o amigo Igor Batiste.

O vendedor Valdison Motta, 21 anos, relembra que mesmo sendo apaixonado por moto, Luciano não era fã da alta velocidade.

“Era um cara feliz, nunca vi ele triste, inteligente, parceiro e amigo. Um dia antes do acidente, ele me chamou para sair, mas estava cansado e falei para deixar para a próxima. No sábado todos do grupo fizeram uma reunião, acredito que foi uma despedida. Todo mundo se encontrou, foi último momento que tenho na memória. O sonho dele era ter uma moto, ele quase não saia de moto, estava saindo porque estava sem carro. Mesmo sendo do grupo de moto, ele não corria. Eu sou apressado, saia com ele, tinha que ficar esperando”.

Ele destaca que tanto Luciano como o advogado preso embriagado seguiam carreiras que oferecem proteção ao cidadão e clama por justiça.

“Haverá justiça tanto na terra ou diante de Deus, acredito nisso, os dois, Luciano e o advogado são profissionais para proteger as pessoas, mas o advogado matou meu amigo. Ele sabia do risco, atropelou e correu. Hoje é dia complicado de tristeza, mas vamos superar, porque tenho certeza que esse era o desejo do Luciano”, finaliza o amigo.

A mãe do policial e outros familiares gritam de desespero durante a despedida. Os amigos tentam amparar os familiares.  

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