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Vencendo barreiras e preconceitos, primeiras bombeiras de MS mostram a força feminina

As majores são militares há 20 anos e participaram do primeiro concurso com vagas para as mulheres

08 março 2019 - 11h10Por Anna Gomes

Há vinte anos trabalhando cercada de homens, as majores Carla Leite e Tatiane Inoue mostraram que a força feminina chegou para somar no Corpo de Bombeiros. As duas participaram do primeiro concurso realizado em Mato Grosso do Sul, na época, com apenas três vagas destinadas a mulheres.

Carla e Tatiane são as primeiras bombeiras do Estado. Comemorando 20 anos de carreira e também de muita amizade, as duas têm histórias de sobra para contar. Com muitos obstáculos vencidos, sendo um deles o preconceito, a dupla não tem medo de trabalho e consegue impor respeito dentro das corporações que passam.

Mato Grosso do Sul conta com 1.443 militares, sendo 116 mulheres, ou seja, nem 8% do total. Se hoje ainda existe preconceito quando se trata de mulher, imagina há duas décadas, quando eram apenas duas.

“Passamos no primeiro concurso e fizemos um curso preparatório de três anos em Brasília. Na época, eram apenas três vagas paras as mulheres, mas uma menina desistiu nos primeiros 30 dias, já nós persistimos”, disse Carla.

(Major Carla)

“Quando chegamos em Campo Grande, a gente precisou lidar com toda situação porque era um local exclusivamente masculino. Não sabíamos como iríamos lidar e eles também não sabiam como fariam conosco. Já nos colocaram em situações que pensaram que não iríamos aguentar, mas com a gente não tem essa, recebemos uma ordem e cumprimos. Com o tempo, ganhamos respeito, eles perceberam que estávamos para somar e mostrar que somos capazes”, lembrou Tatiane.

(Major Tatiane)

Histórias

Com uma das profissões mais intensas, os bombeiros atendem várias ocorrências que vão desde a retirada de um anel de um dedo e até outras bem graves. Com as pioneiras Carla e Tatiane não foi muito diferente. Sem negar qualquer trabalho, ambas não possuem medo de regaçar as mangas e seguir em frente.

“Já descarregamos caminhões de pedra, muitos acidentes em rodovias. Certa vez, a Tatiane passou uma virada de ano no meio de um rio em busca de um cadáver”, lembrou a amiga Carla.

Outras bombeiras e aumento do efetivo feminino

Com o passar do tempo, outras bombeiras também começaram a carreira na corporação, como é o caso das subcomandantes Helena de Barros e Geísa Maria Rodrigues Ferreira Romero. Ambas realizaram o segundo concurso com vagas para as mulheres. Com 15 anos de carreira, as duas trabalham auxiliando com competência as ocorrências das regiões norte e sul de Campo Grande.

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