Moradores do Bairro Sírio Libanês I e II estão revoltados com o resultado do serviço de pavimentação nas redondezas, já que muitos deles passaram a ficar impedidos de entrar em suas próprias residências. A denúncia foi feita ao Top Mídia News, mas a Prefeitura Municipal justifica o que está ocorrendo e onde a população pode ir para poder cobrar seus direitos.
A corretora Silvia Nogueira, de 49 anos, que mora na Rua Kadija Jafar, no Sírio Libanês I, contou que sua região foi menos afetada, mas as obras de pavimentação acabaram prejudicando as calçadas dos bairros, de forma geral. “Fizeram o asfalto, o meio fio e o resto está tudo parado. Vários carros estão sem poder entrar nas casas. Os próprios empreiteiros falaram que não era para nos preocuparmos, que a Prefeitura faria a nossa calçada, de forma padronizada. Mas, até agora, nada foi feito.”
A corretora demonstrou para a equipe de reportagem, que na Rua Bogoni, no Sírio Libanês II, a situação é bem mais agravante, podendo ocasionar até acidentes domésticos. “Todas as casas daqui tinham calçadas e árvores. Eles derrubaram tudo para fazer o asfalto. Até a lixeira foi arrancada, tudo sem permissão dos proprietários. Há inúmeros riscos, vi muita gente se machucando”, contou.

Após cerca de seis meses de conclusão da pavimentação na Rua Amélia Gelelaite Mônaco, no Bairro Sírio Libanês II, a administrativa, Lais Villalba Gamarra, de 52 anos, compartilha da mesma indignação. “Largaram entulho na minha calçada. Meu marido foi quem teve que catar essas pedras imensas. Não consigo nem estacionar na minha própria garagem. Sem contar que já levei vários tombos, escorregando aqui. Eles falaram que assim que terminassem o asfalto iram fazer o calçamento padrão e rebaixar, só que nos abandonaram há seis meses”.

Já o motorista Ercílio Firmo Gonçalves, de 42 anos, revelou que teve que abusar da criatividade para se livrar do problema. Ele fez uma espécie de uma rampa, porque seu carro estava impedido de entrar no quintal. “O pessoal que faz a obra até que trabalha direitinho, o problema é que os carros estão tendo que ficar para fora das residências. Só se tivéssemos um helicóptero para conseguirmos estacionar dentro de casa (risos). Sem contar, que cansei de ligar na Prefeitura porque as lâmpadas continuam queimadas. É um perigo, o carro dormir no escuro”.

Explicação da Prefeitura
A obra de pavimentação requer o nivelamento, tamanho da calçada e do próprio asfalto, que em muitos casos são irregulares e diferentes. Contudo, de acordo com a Prefeitura Municipal de Campo Grande, a obra ainda não foi entregue pela empreiteira, que deve fazer as adequações necessárias. Nesses casos, os moradores devem registrar uma reclamação na Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação) ou na Central de Atendimento ao Cidadão (telefone 156).
A "obrigação" da Prefeitura é cobrar da empreiteira para deixar a calçada em nível adequado. Mas não construir o pavimento da mesma, que é de responsabilidade do proprietário da residência ou terreno. O padrão que deve ter sido mencionado anteriormente, é que em Lei, consta que toda nova construção deve já ser realizada com o piso tátil.







