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Cidades

06/07/2015 17:30

Acadêmicos protestam contra cortes de bolsas de estudo

Cerca de 200 estudantes duas Instituições de Ensino Superior de Campo Grande protestaram nesta segunda-feira (6) contra os cortes no Pibid (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência). Os manifestantes começaram a se concentrar por volta das 15h30, no cruzamento da avenida Afonso Pena com a rua 14 de Julho.

Apesar de adotar o mote "Pátria Educadora" para definir o perfil da segunda gestão, a presidente Dilma Roussef ameaça realizar uma tesourada de até 90% no Pibid. O programa é responsável pela concessão de auxílio financeiro para estudantes de licenciatura que atuam em escolas públicas. Alunos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) participaram do protesto que ocorre nacionalmente.

A estudante de pedagogia da UFMS, Inayara Maciel, 28 anos, afirma que o auxílio de R$ 400 é utilizado para custear despesas pessoais de forma a facilitar a permanência no curso. "Ajuda no custeio de alimentação e vale-transporte, além de contribuir com as próprias atividades desenvolvidas com os estudantes das escolas atendidas", explica.

Para a acadêmica do mesmo curso, Aline Rodrigues, 28 anos, a interrupção das bolsas afeta, não só a qualidade de formação dos futuros professores, mas dos próprios alunos que compõem a educação Básica de escolas públicas. "O contato maior que temos com a sala de aula é por meio do Pibid. Se o corte acontecer, também haverá a interrupção de todo um vínculo de trabalho", afirma.

O corte foi comunicado na semana passada, por meio da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), responsável pelo programa, na última sexta-feira, alertando sobre o impacto do corte de R$ 9,4 bilhões no orçamento do MEC (Ministério da Educação).

De acordo com o documento, coube à agência uma redução de R$ 785 milhões, o que pode impactar diretamente mais de 14 programas, especialmente o Pibid, que é o mais expressivo deles. Somente em 2014, a iniciativa pagou ao menos R$ 44,5 milhões em bolsas

Está não é a primeira ação do governo Federal, em 2015, que  afeta diretamente a Educação. O corte orçamentário promovido pela presidência reduziu os investimentos da Educação e prejudicou diversas iniciativas, entre elas, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).

A Capes, desde 2007, desenvolve várias ações que promovem a valorização e o fortalecimento da formação de professores, entre elas o PIBID. O programa envolve 90 mil bolsistas, em sua maioria, estudantes de cursos de licenciatura por todo o país. 

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