Por um futuro sustentável, pescadores profissionais de Anastácio com apoio do 9º Batalhão de Engenharia e Combate 'Carlos Camisão', Polícia Militar Ambiental, Corpo de Bombeiros, Prefeitura e da Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura de Mato Grosso do Sul realizaram na manhã de sábado, 27, a limpeza ecológica das margens dos rios Aquidauana e Taquarussu. As informações são do site O Pantaneiro.
O objetivo da atividade é contribuir para preservação das margens e matas ciliares dos rios que sofrem com o despejo de muito lixo por parte da população. A organização espera com esse projeto, despertar o interesse das pessoas pela preservação ambiental.
"Hoje é visível que o rio está completamente assoreado e, com isso, temos problemas como as enchentes e a redução no número de peixes. Não é difícil concluir que essa situação ocorre por causa do mau uso por parte da população. Uma garrafa pet que é jogada, por exemplo, leva mais de 100 anos para se decompor na natureza", disse o presidente da colônia de pescadores, Aparecido Carlos dos Santos Milan.
O trajeto escolhido, da Prainha de Anastácio até a ponte do Rio Taquarussu na BR-262 é muito frequentado por pessoas da região e turistas que praticam a pesca amadora e acabam deixando os resíduos nas margens, que posteriormente são carregados para o leito dos rios ou ficam acumulados nas beiras.
A pesagem do que foi recolhido acontecerá no período da tarde, para estimativa da quantidade retirada dos rios.
O Superintendente Federal da Pesca e Aquicultura em Mato Grosso do Sul, Luiz David Figueiró, participou do evento e disse que o órgão esteve presente para incentivar, orientar, informar e aprender.
Ele também ressaltou a importância dessa ação. “Os pescadores profissionais são verdadeiros guardiões dos rios, eles são os maiores interessados em desenvolver atividades como essa para preservação desse recurso natural que contribui para o sustento de suas famílias”, disse.
Luiz também frisou a importância do combate à pesca predatória. “Hoje existe um trabalho conjunto dos Ministérios da Defesa, Justiça, Meio Ambiente, Turismo, Agricultura e Pesca para inibir essa ação”.
A pesca predatória é realizada de maneira incorreta, e consequentemente ilegal, é altamente agressiva com o meio ambiente. Tem consequências desastrosas, podendo limitar a produtividade pesqueira, quer seja do ponto de vista biológico, quer econômico. Retira do ambiente aquático mais do que ele consegue repor, levando a consequências desastrosas: pode limitar a produtividade pesqueira – com impacto social – e comprometer o equilíbrio ecológico.
Mais de doze embarcações participaram da ação que contou com o apoio de 5 barcos e 12 homens do Batalhão Carlos Camisão. Dois policias da Polícia Militar Ambiental e 3 salva-vidas do Corpo de Bombeiros deram suporte para que a atividade acontecesse com segurança.
Neste domingo, 28 será realizada uma procissão pluvial com a participação dos pescadores e suas embarcações se encerrando com uma missa em homenagem a São Pedro também na prainha de Anastácio.







