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Ações do governo monitoram volume de enxurradas que seguem para rios de cidades turísticas de MS

Maioria das intervenções ocorre na MS-178 - Estrada do Curê - região do Rio da Prata

13 MAI 2019
Thiago de Souza
18h12min

Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos monitora o volume de enxurradas que saem de fazendas e caem em rios e córregos de cidades como Bonito e Jardim, dois dos principais destinos turísticos do estado. A água com lama corre pelas bordas das estradas da região.

As ações, diz o Governo, são integradas e visa o controle de qualidade das águas, com a construção de bacias de contenção na margem das MS-178 e MS-382, rodovias que cruzam recursos hídricos contemplados por milhares de visitantes do Brasil e do mundo. Ao longo das estradas, a maioria das propriedades de pecuária e agricultura, com declive para as vias, não cumpre a legislação com a implantação de curvas de nível para controle do solo.

Em seis meses, após a ocorrência dos primeiros registros de turbidez das águas dos rios da Prata e Formoso, devido ao carreamento de terra gradeada para o seu leito, a Agesul construiu 90 barreiras indispensáveis para impedir a erosão e acidentes ambientais. A maioria das intervenções ocorre na MS-178 (Estrada do Curê), onde propriedades foram multadas por não adotarem medidas de contenção de enxurradas que atingiram o Rio da Prata.

Região da MS-178 também recebe intervenções. (Foto: Saul Scrhamm)

120 barreiras de contenção

O gerente regional da Agesul em Jardim, Edmilson Nogueira Escobar, vistoriou os serviços esta semana e explicou que as barreiras (chamadas “bigodes”) servem para quebrar a velocidade e direcionar as águas pluviais para bacias de contenção. A ausência desse sistema de controle na maioria das estradas vicinais agravou o comprometimento dos rios. Na MS-382, o serviço executado protege o Córrego Seco, que deságua no Rio Formoso.

Na MS-178, cuja pavimentação asfáltica foi implantada pelo Governo do Estado, a Agesul abriu cerca de 80 bacias de contenção com até três metros de profundidade, nas laterais da rodovia, numa extensão de 15 km ao longo da faixa de domínio. A estrada liga Bonito a Jardim e Porto Murtinho, no entroncamento com a BR-267, região de grande produção pecuária e de soja, em expansão, e empreendimentos turísticos. Na MS-382, foram construídas 40 bacias.

Uma via vicinal de acesso à região do São Geraldo se interliga à MS-178, no km 8, e se constitui também em um corredor de lama e intenso tráfego de caminhões com soja e calcário, exigindo intervenção da Agesul para conter o sedimento. “Estamos constatando que os proprietários estão fazendo a sua parte, abrindo curvas de nível nas lavouras de soja, mas as áreas de pecuária também precisam controlar o solo”, apontou o gerente da agência.

 

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