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Cidades

ALAGAMENTO: casal perde enxoval de bebê dois meses antes da criança nascer

Berço, roupas e fraldas foram destruídos pela água da enxurrada

22 outubro 2019 - 15h00Por Willian Leite
ALAGAMENTO: casal perde enxoval de bebê dois meses antes da criança nascer

A dois meses do nascimento do filho, Manoel Carlos Guerreiro Junior, 34 anos, e Valquiria Moura Lemos, 36 anos, perderam todo o enxoval do bebê para a chuva, após alagamento decorrente do temporal deste sábado (21), em Campo Grande.

O casal estava na casa da mãe de Valquiria, quando começou a chover. Logo a preocupação, pois o condomínio onde moram já havia sido alagado outras três vezes. Em uma mensagem no grupo do condomínio, a confirmação: “não vem pra cá porque a casa de vocês está toda cheia de água da enxurrada”, relatou um vizinho para Manoel Carlos.

O condomínio, que fica na Avenida Guaicurus, no bairro Jardim Monumento, está em um local de desnível. Segundo Manoel, que perdeu quase todos os móveis, a construtora responsável pela execução das obras afirma que está tudo certo com a vasão de água.

“Essa é segunda vez este ano que passamos por essa situação. Entramos em contato com a construtora, que diz ter um laudo técnico que comprova que a vasão de água foi feita de maneira correta”, explicou Junior.

                                                                       

Valquíria está no sétimo mês de gestação e o quarto do bebê já estava montado, mas tudo foi destruído com o volume da água. Manoel, que nesta segunda-feira não está em casa por medo, diz que é triste lutar tanto para conseguir as coisas e ver tudo se perder em minutos.

“Nós estamos com medo de voltar para casa e, hoje (21), vamos ficar aqui na minha sogra, por conta da chuva. Estamos transtornados em saber que temos que reconstruir tudo novamente”, lamentou.

                                                                                    

Segundo o morador, já se passaram três anos que receberam a chave da casa e todas as vezes que chove, o sentimento é de insegurança e preocupação.

“As quatro casas que ficam nos fundos do condomínio foram as mais prejudicadas, inclusive a minha. Alguém tem que ser responsabilizado e, desta vez, iremos procurar a Justiça, pois não vamos mais aceitar desculpas da construtora, que sempre diz que a culpa é da prefeitura, que não fez a vasão de água no bairro que fica acima”, finalizou.

A família precisa de ajuda. Quem quiser contribuir pode entrar em contato pelo telefone (67) 9 9353-0911.