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Cidades

Apesar das chuvas, risco de queimadas cresce em Mato Grosso do Sul

30 novembro 2015 - 13h35Por Mariana Anunciação

As queimadas trazem transtornos tanto para a vegetação quanto à saúde. Apesar do Estado já ter passadopelo período de estiagem neste ano, as autoridades já fazem alertas sobre os riscos das queimadas para os próximos dias, em Mato Grosso do Sul, já que as estatísticas registram o aumento do número de incêndios em 2015.

No ano passado, o Comando Metropolitano de Bombeiros, que engloba Campo Grande e região, registrou do dia 1° de janeiro a 31 dezembro de 2014, 526 incêndios em vegetação, 42 incêndios em amontoado de lixo, e sete em amontoados de madeira. Já o Comando de Bombeiros do Interior computou 410 incêndios em vegetação, 43 no lixo e 15 em madeira.

Durante esse ano, de 1° de janeiro até o dia 23 de novembro, o índice foi bem maior. O Comando Metropolitano verificou 633 incêndios em vegetação, 32 incêndios em lixo e seis em madeira. Já o Comando do Interior registrou 1.090 incêndios em vegetação, 102 em lixo e 20 em madeira.

 

(Foto: Geovanni Gomes/Arquivo)

De acordo com a meteorologista do Cemtec (Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de MS), Cátia Braga, poucos dias sem chuva já resultam na possibilidade de queimadas. “Neste ano, o período será chuvoso. Mas, dois a três dias sem incidência de chuva já é um perigoso, por conta da baixa umidade relativa do ar. Já traz preocupação. Em Corumbá, por exemplo, haverá cerca de quatro dias de estiagem nesta semana. Por isso temos que ficar em alerta”, destacou.

 

(Foto: Deivid Corriea/Arquivo)

A assessoria do Corpo de Bombeiros informou que o incremento das queimadas ocorre por conta do clima e incêndios criminosos, que são punidos sempre que possível. O que dificulta a aplicação da multa é quando não se comprova quem ateou fogo. “Estamos no período chuvoso, que é de outubro até março. Há alguns registros de estiagem quando ocorrem fenômenos atmosféricos e podem resultar até em incêndios. Mas, por enquanto, não está previsto nenhum fenômeno para este ano”, explicou a meteorologista.