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Cidades

24/01/2015 09:30

Apesar de crise hídrica, Campo Grande opera com reservatórios 40% acima do normal

Livre de racionamento

A crise hídrica que assola especialmente o estado de São Paulo não corre os riscos de chegar em Campo Grande, pelo menos enquanto o verão continuar. De acordo com a Águas Guarirobas, concessionária responsável pelo serviço de abastecimento e esgoto da Capital, os reservatórios operam 40% acima do nível considerado normal.

Conforme a concessionária informou, por meio de assessoria de imprensa, atualmente, a Capital não corre o risco de enfrentar um racionamento de energia. A folga nos reservatórios é consequência das chuvas frequentes de Verão, além de uma série de medidas de redução de perdas tomadas pela Águas Guarirobas.

Para manter níveis seguros de abastecimento, a concessionária conta com meios de captação superficiais como as bacias do Guariroba e Lageado. Elas são responsáveis por 55% do abastecimento, sendo o Guariroba a principal delas (39%).  Além de meios de captações subterrâneas, que são responsáveis por 45% do total da água que abastece o município. Atualmente existem 150 poços em operação.

A preocupação com o abastecimento no estado se intensificou, na última semana, quando cidade como Três Lagoas, Santa Rita do Pardo, Brasilândia e Selvíria, chegaram a ter fornecimento de energia elétrica interrompido, depois de operar com restrições de transferência. O problema atingiu cidades das cinco regiões do país atendidas pela concessionária Elektro.

Apesar dos problemas ocorridos na segunda-feira (19), representantes do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirmaram que ação foi preventiva, não se tratando nem apagão e nem falha. Com a baixa nos reservatórios de água, não apenas o abastecimento hídrico fica comprometido, pois no Brasil 90% da energia é produzido por hidrelétricas.

Foto: Águas Guariroba

O estado de São Paulo, até o momento, foi o local mais prejudicado pela crise. O Sistema Cantareira, reservatório que abastece 6,2 milhões de pessoas na Grande São Paulo, opera em níveis críticos desde o ano passado. Outros sistemas que atendem a capital, como o Alto Tietê, também estão operando muito abaixo da capacidade normal por causa da falta de chuva.

No Rio de Janeiro, o secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, pediu, no início do ano para que a população do estado economize água. Em entrevista a Agência Brasil, no dia 23 de janeiro, Correa não descartou a possibilidade de o abastecimento às empresas na região da foz do Rio Guandu ser interrompido para que o uso humano tenha prioridade em face da crise hídrica no estado.

Apesar de não ser identificada redução nos reservatórios de água em Campo Grande. A Águas Guariroba alerta para a importância na redução do desperdício por parte do consumidor. Mesmo possuindo planejamento a médio e longo prazo para que não falta água na Capital, mesmo em período de estiagem, o consumo consciente é a melhor forma de evitar possíveis racionamentos.

 

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