Após repercussão negativa, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) aceitou as alterações no projeto de Lei que trata da eleição de diretores e diretores adjuntos das escolas estaduais. As novas emendas serão enviadas para a Assembleia Legislativa na próxima semana.
De acordo com o presidente da Fetems (Fedeação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Botareli, a categoria está satisfeita com as mudanças, principalmente pelo acrescimento do administrativo das escolas nas votações. “Avançamos significantemente, pois o Governo atendeu nossas reivindicações. Provavelmente as emendas serão entregues na Assembleia na próxima segunda, depende da agenda”, explicou.
Botareli afirmou que entre as mudanças está o mandato de três anos, sem reeleição, os alunos poderão votar a partir do 8º ano, entre outras reivindicações antigas. ”Queremos também a eleição nas escolas de tempo integral, especiais e nas indígenas”.
No inicio do mês de maio foi apresentado um projeto de lei elaborado pelo Executivo para mudar as regras do processo eleitoral das escolas, mas não agradou os professores. No projeto, a secretaria estadual de educação sugeriu retirar os funcionários administrativos do processo seletivo para assumir a direção, mesmo que os servidores tenham passado pela prova de certificação para assumir a função.
Para evitar conflitos com a categoria, o deputado Pedro Kemp (PT) fez diversas emendas ao projeto, mas o governo retirou de votação para rediscutir as regras com os professores. Com as alterações, servidores do administrativo também podem concorrer ao cargo.







