Cerca de 15 militares do Corpo de Bombeiros foram acionados por volta das 18 horas, deste domingo (4), para conter um incêndio na Loja de Assistência Técnica de Celulares localizada na Rua 15 de Novembro, próximo a Rua Rui Barbosa, na região central de Campo Grande. Informações apontam que o incêndio possa ser criminoso já que o prédio nos andares superiores era utilizada por usuários de drogas. Comerciantes que foram ao local relataram a equipe do Top Mídia News que estão cansados do descaso da prefeitura e da falta de segurança pela região. Muitos chegaram a fechar as portas por terem sido assaltados inúmeras vezes.
Segundo o tenente Peruia, do Corpo de Bombeiros, o prédio ao lado que era um hotel, era utilizado por usuários de drogas e um deles teria feito um buraco na parte de trás da loja e invadido o local. O militar não soube exatamente informar como surgiu o incêndio, mas afirma ter sido criminoso. "Usamos para controlar as chamas 1.500 litros de água, estamos fazendo rescaldo e acionamos a polícia para investigar o caso", comentou. No local ainda é possível sentir o forte cheiro de fumaça. Para controlar as chamas, os militares precisaram arrombar a porta da loja com uma marreta.
Comerciantes que ficaram sabendo do incêndio foram até ao local para acompanhar o trabalho dos Bombeiros e relataram que a loja pertence a dois sócios que estariam viajando. O pai de um dos proprietários estaria cuidando da loja, mas até o momento em que a equipe permaneceu no local, ele ainda não tinha sido localizado.
O descaso e falta de segurança foram destacados de forma unânimes pelos comerciantes e funcionários. Rinaldo de Medeiros, dono de uma barraca de jornal na Rua 15, explicou que recentemente a sua banca foi arrombada por vândalos. "Há um grande descaso. Entraram na minha banca, semana passada, mas não levaram nada. O prejuízo foi de R$ 200de concerto e investimentos de segurança. O importante destacar que a Rua 15 de Novembro está completamente abandonada e cheia de assaltantes".
Já para Cristiane Dias, que trabalha em malharia, comentou que estava retornando da Colônia Paraguaia e viu a movimentação e achou que poderia ter acontecido algo no seu local de trabalho. A jovem explicou que trabalhava em outro estabelecido na mesma região e que a comerciante cansada de ser assaltada fechou as portas. "Ela fechou as portas e eu vim trabalhar em outra malharia, mas eu estou horrorizada com isso. Nós merecemos mais segurança e isso precisa mudar", destacou.
Duas viaturas da Polícia Militar foram ao local para colher informações e tentar localizar o pai dos proprietários. A polícia vai abrir um inquérito para verificar se o incêndio que comçeou no fundo da loja de celulares foi criminoso ou não.







