O prefeito Gilmar Olarte (PP) apresentou, durante reunião no final da manhã desta quarta-feira (26), nova proposta de parcelamento do reajuste para integralização do Piso Nacional do professores. A proposta é de que o reajuste de 8,46% seja pago em quatro parcelas de dezembro a março do ano que vem.
De acordo com o presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), Geraldo Gonçalves, a proposta será votada pela categoria, e deve ser aprovada. A proposta anterior previa o parcelamento de outubro a janeiro, mas foi rejeitada pelo prefeito.
Antes, Olarte queria que o reajuste fosse pago em sete parcelas, enquanto os professores só aceitavam o aumento realizado integralmente.
Os professores ficaram em greve durante quase duas semana, do início do mês até a última quarta-feira (19), por defender o pagamento integral do reajuste, que já estava previsto em lei. Geraldo afirma que acha difícil que haja nova paralisação. "Neste momento, a categoria tem que respeitar os pais dos alunos que precisam mandar as crianças para escola", afirma.
Caso o reajuste seja aceito pela categoria, o prefeito terá de encaminhar para a Câmara Municipal projeto de lei para aprovação em regime de urgência. A nova negociação deve substituir o inciso 4º da Lei 5.189, de 2013, anulado pela Justiça a pedido do prefeito, na semana passada.
Devido a anulação, a categoria entrou com ação contra Olarte, alegando improbidade administrativa. Conforme Geraldo, o processo será rediscutido com os advogados, a partir da aprovação do reajuste.
A Lei 5.189, de 2013, determina a integralização do piso salarial municipal, que atualmente é de R$ 1.564,97, ao piso salarial nacional, de R$ 1.697,37.







