A universidade onde a jovem Alana Cristina dos Santos de 18 anos, morreu foi multada ontem (20), por volta das 14 horas, pelo Corpo de Bombeiros, em R$ 3,7 mil, por irregularidades no Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico.
Segundo uma colega da jovem que faleceu, Kaliele Pupim, o valor que os estudantes pagam é alto e a instituição deveria ter um pouco mais de cuidado em situações de emergência. "Pagamos mais de R$ 1.000 mil reais de mensalidade, tínhamos que ter um atendimento mais rápido", comenta.
Desde o ano passado a Uniderp/Anhanguera já havia sido alertada sobre as irregularidades, durante uma vistoria realizada pelos militares. Conforme informou o Coronel Joilson de Paula, a instituição de ensino superior foi notificada e deveria ter feito os ajustes no plano de segurança.
"Eles tinham um prazo, que foi estendido a pedido deles, para que desse tempo de se adaptar. Primeiramente pediram um prazo de 30 dias, depois mais 60 e 90, e assim prorrogando, até chegar no dia fatídico", relatou.
Ontem os militares realizaram uma nova vistoria, e constataram que os requisitos anteriores não haviam sido regularizados, além de verificarem que a brigada de incêndio do local, não possuía certificado. E em decorrência de não arrumarem as irregularidades, aplicaram a multa de R$ 3,7 mil.
Na instituição deveria existir três equipes com responsabilidades diferentes: combate a incêndio, primeiros socorros e escape. Caso houvesse uma equipe de socorro, eles deveriam fazer o reconhecimento da parada cardiorrespiratória, iniciar manobras de ressuscitação e levar a equipe de socorro até a vítima.
E novamente a instituição, vai ter um prazo de 30 dias para apresentar o certificado da bragada de incêndio e readequar as necessidades do plano de segurança.
Atendimento Móvel- Uma outra preocupação que causou revolta dos estudantes, no dia em que a jovem passou mal, foi o atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que demorou cerca de 50 minutos para prestar o socorro a vítima.
Segundo o coordenador do Samu, André Barros, hoje existem 11 viaturas para os atendimentos na Capital, "O número de ambulâncias que o Samu tem em cada cidade é preconizado pelo Ministério da Saúde. A gente atende o que o Ministério preconiza", alega. Dessas unidades de pronto atendimento móvel, oito são ambulâncias de atendimento básico e três unidades avançadas.
De Paula, informou ainda que este ano todas as instituições de ensino, receberam um notificado sobre as necessidades de apresentar um projeto adequado de Segurança contra Incêndios e Pânico.
Outros casos - Neste mês, em menos de 13 dias o Samu, já se envolveu em mais uma situação de despreparo. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) abriu sindicância para apurar o procedimento do serviço no pedido de atendimento para um menino de 8 anos. Heber Caio, faleceu por não ter recebido assistência, o Samu classificou que o caso do menino não era grave.







