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Cidades

há 10 anos

Após morte de policial, categoria ameaça greve por melhores condições de trabalho

Cerca de 20 policiais civis se reúnem em frente à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro em protesto por melhores condições de serviço. A categoria reclama do déficit de profissionais e não descarta a possibilidade de greve.

Segundo o presidente do Sinpol-MS (Sindicato dos Políciais Civis de Mato Grosso do Sul), Alexandre Barbosa, a categoria exige investimento em capacitação, armamento, munição, combustível, viaturas e condições salariais mais dignas.

  

Um servidor que preferiu não se identificar conta que a situação é tão precária que uma perseguição foi interrompida, pois acabou o combustível da viatura em que atuava. “É uma situação degradante”, relata.

De acordo com Alexandre, o déficit de delegados, no ano passado, chegava a 18 e o poder público não cumpre com determinação que estabelece o quantitativo de um delegado por escrivão. Além disso, cada escrivão responde por 500 inquéritos, sendo que o ideal seria, no máximo, de 30 processos por investigador.

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) convocou mais 190 candidatos concursados que devem ingressar na academia nos próximos dias, mas o total não é suficiente. Segundo Alexandre, a categoria quer evitar a greve para não prejudicar a população, mas não descarta a possibilidade. “A segurança pública está na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo)”, afirma.

O secretário estadual de justiça e segurança pública, Silvio Maluf, se comprometeu a conversar com os profissionais em uma reunião marcada para as 14h. Hoje, o Estado conta com um efetivo de 1.500 policiais civis, mas o déficit chega a 700 profissionais.

Mortes

O protesto também é uma reação à morte do policial civil Claudio Duarte, 38, na madrugada de ontem (19), em Ponta Porã. Ele foi atingido em uma troca de tiro após uma tentativa de furto de uma motocicleta estacionada em frente à academia.

Esta é a terceira morte de um profissional de segurança pública, em serviço, ocorrida neste ano. O policial militar João Márcio Leite da Cruz, 34, foi executado no início do mês, em Corumbá, e o agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça, 44, foi morto a tiros, em fevereiro, no Estabelecimento Penal de Regime Aberto e Casa do Albergado, em Campo Grande.

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