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Cidades

Após protestos, alunos de medicina da UEMS recebem verba para melhorias no curso

11 julho 2016 - 18h21Por Amanda Amaral

A  UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) recebeu do Governo do Estado, de uma só vez, o valor de R$ 7 milhões para investir em benfeitorias nos 70 cursos de todas as unidades, em Campo Grande e no interior. Os recursos serão aplicados conforme a necessidade de cada curso e, no caso de medicina, deve auxiliar principalmente na aquisição de alguns materiais e na agilidade para a contratação de quadro fixo de professores.


A falta de estrutura no curso de medicina foi motivo de protesto de acadêmicos, que reivindicavam, além das contratações, livros adequados para consulta, computadores e uma extensa lista de materiais específicos. Entre eles, bonecos que auxiliam na prática teste da medicina antes que se realizem procedimentos em uma pessoa. Os alunos reclamavam que o prazo dado pela reitoria da universidade para solucionar os problemas foi expirado em junho.


Durante a assinatura do convênio, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) admitiu que havia falhas no planejamento do curso, o que deve ser solucionado em breve. “‘É aquele ditado, né, ‘antes tarde do que nunca’. Pegamos a universidade inacabada hoje estamos entregando esses sete milhões em cursos de graduação e pós-graduação, o que vai melhorar a qualidade dos cursos da UEMS. Os alunos de medicina sabem que o nosso esforço é pra reestruturação dos laboratórios, concurso de professores, para ofertar um curso de qualidade”, disse.


Há ainda um convênio entre a SES (Secretaria Municipal de Saúde) e a UEMS, para garantir o fornecimento de equipamentos para o laboratório, que estão previstos em outra licitação e, conforme o governador, deve ser aberta nos próximos dias. “Tive uma reunião com os alunos e é um valor de R$ 1 milhão e 460 mil, para aquisição de materiais e inclusive livros para fortalecer o curso”, disse.


“O planejamento anterior, durante o vestibular, não previa a necessidade de bons laboratórios, mas isso está sendo solucionado. [...] Isso nunca teve no Mato Grosso do Sul, se você analisar no Brasil são poucas instituições que têm oportunidades como esses editais. Estamos fortalecendo os cursos existentes, em um modelo descentralizado” completou.

Foto: Divulgação/Assessoria


Para graduação, o limite é de R$ 100 mil e, pós-graduação, como mestrado e doutorado, R$ 200 mil. Esses recursos serão repassados à Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul), que aprovou 63 projetos.


Reitor da universidade, Fabio Edir dos Santos pontua que o pedido pela verba considerou, principalmente, os critérios técnicos e as deficiências de cada curso. “Conseguir esse valor é uma coisa histórica, ainda mais em meio à crise dos Estados. Os quase 70 cursos agora vão ter total autonomia para investir e gerir esses recursos”, pontuou o reitor.

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