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Cidades

06/09/2014 18:00

Após recusa do Samu, Bombeiros socorrem mulher em trabalho de parto no Terminal Nova Bahia

A falha continua

Hoje (06) por volta das 15h30, uma jovem de 21 anos, grávida e acompanhada da mãe, entrou em trabalho de parto assim que tomou o ônibus 209 – Anache, dentro do Terminal Nova Bahia. Segundo informações apuradas no local, o coletivo estava lotado, mas foi prontamente retirado da via para que a jovem, que ainda não foi identificada, pudesse receber atendimento.


De acordo com o responsável pelo terminal, João Araújo, 40 anos, o procedimento tomado foi remover a mulher do ônibus, conduzi-la a um local arejado e acionar o Samu – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência da Capital.


João Araújo informou que após a jovem aguardar o atendimento durante 30 minutos, o Samu retornou a ligação informando que havia apenas duas viaturas móveis e que por conta da quantidade de acidentes que estavam ocorrendo em Campo Grande neste sábado, o socorro iria demorar ainda mais.


Longa espera – Motoristas e usuários do transporte coletivo ficaram comovidos com o estado de saúde da jovem. Com medo de o bebê nascer dentro do Terminal, o responsável pelo local ligou mais uma vez pedindo ajuda – dessa vez para o Corpo de Bombeiros. Só após 50 minutos em trabalho de parto e perdendo muito sangue é que a jovem mãe foi levada pelos Bombeiros para dar sequência ao parto da criança. Ainda não se sabe para qual unidade de saúde foi enviada, contudo, o atendimento emergencial foi feito assim que o resgate chegou, por vota das 16h20.


João Araújo ainda relatou que dentro dos terminais não há socorristas de plantão e que a orientação dada pelo Consórcio Guaicurus é de não se responsabilizar e nem retirar pessoas do local. “É um procedimento para resguardar os funcionários, pois se a criança nasce com alguma má formação, por exemplo, por conta do atendimento prestado por nós, aqueles que se sentirem lesados podem nos processar judicialmente. Cabe ao Poder Público – no caso, o Samu – vir aos terminais e realizar o atendimento de urgência, até porque somos apenas motoristas, não temos formação em primeiros socorros”, informou.

Coletivo 209-Anache em que a jovem grávida entrou em trabalho de parto. Foto: Rodson Willyams

Nenhum dos terminais possuem estrutura para atendimento de urgência. Terminal Nova Bahia. Foto: Vanessa Ricarte


Problemas com Samu – No dia 19 de março deste ano, a estudante de arquitetura e urbanismo da Uniderp , Alana Cristina dos Santos, de 18 anos, morreu após passar mal e o aguardar atendimento de urgência do Samu por 40 minutos. Mesmo depois da tentativa de ressuscitar a jovem, ela não resistiu.


No dia 27 do mesmo mês, uma audiência pública na Câmara dos Vereadores recebeu a solicitação de melhoria no atendimento emergencial pelos acadêmicos da Uniderp e colegas de Alana. Eles pediam agilidade e qualidade no atendimento – o que parece não ter surtido efeito até o momento.


A falha do atendimento prestado pelo Samu à população é evidente: o caso de Heber Caio, o garoto de 8 anos que morreu por conta de uma reação alérgica no dia 7 de março foi o mais contundente: o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência sob a responsabilidade da Sesau – Secretaria Municipal de Saúde – negou atendimento à criança, classificando o seu caso como irrelevante.


Justificativa para o atraso – A reportagem do TopMídia News tentou entrar em contato com o Samu, porém, não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

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