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Cidades

Barbosinha vai capitanear negociações com policiais civis em MS

01 abril 2016 - 13h44Por Rodson Willyams

Recém-empossado, o secretário de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosa, mais conhecido como Barbosinha, deve capitanear negociações com os policiais civis, que realizam paralisação nesta sexta-feira (1º) por melhores salários e condições de trabalho.

A determinação partiu do próprio governador Reinaldo Azambuja, do PSDB, que comentou a situação durante agenda pública na Governadoria, em Campo Grande. Segundo ele, a manifestação é legítima e Barbosinha vai negociar com a classe.

"O novo secretário vai ajudar muito dialogando e buscando soluções possíveis para este caso. A proposta também vai ser olhada de todos os olhos do governo", disse Reinaldo.  

Segundo o governador, a paralisação que acontece não se trata de retaliação ao deputado licenciado que assumiu a pasta hoje. "O manifesto já estava programado e, o que houve, foi uma coincidência de datas. Não é uma retaliação ao novo secretário. Nós melhoramos o efetivo e estamos agora preparando para fazer uma grande compra de equipamentos para a polícia".

Para o chefe do administrativo estadual, a manifestação da Polícia Civil é legítima. "Vejo ela como legítima. Assim como o governador tem a responsabilidade de administrar o Estado em favor de uma política pública voltada para a população. Mas hoje, o cenário no país é outro e as dificuldade são enormes. A gente tem que cumprir com as nossas obrigações, de manter os salários em dia. Porém, os servidores também têm as suas responsabilidades e seus direitos".

Mais cedo, o novo secretário, deputado licenciado Barbosinha, disse que deve participar de uma reunião com o governador Reinaldo Azambuja na tarde hoje (1°) para definir também o novo Diretor-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. O atual diretor, delegado Roberval Maurício Cardoso Rodrigues, deve deixar o cargo. 

Diálogo

O secretário disse que já iniciou o diálogo com todas as classes. "Vejo como absolutamente natural. O manifesto é de âmbito nacional, não é uma retaliação ao secretário que deixou ou ao que assumiu. Isso é um reclame de âmbito nacional dos agentes na segurança pública que  reivindica melhores condições".

E ainda continuou: "já iniciei o diálogo com todas as categorias, sou um homem de diálogo e de conversa. Acredito que buscamos um consenso para que a gente possa entrar meios e caminhos e que possamos estimular melhores condições para executar o seu trabalho", finalizou.