Segundo o prefeito Gilmar Olarte (PP), em declaração concedida durante agenda pública na manhã desta quarta-feira (27), o prefeito voltou a comentar sobre o tema envolvendo as religiões. Na ocasião, Olarte declarou que mesmo sendo 'pastor', respeita todos os credos e religiões.
"Não é porque eu sou pastor que nós vamos 'tolir' as outras religiões. Nós vamos respeitar a religião de cada um. Alguns querem com isso se beneficiar e não querem a harmonia na nossa cidade. Mas repito: 'Ado ado, cada um no seu quadrado'", comentou declamando um trecho de uma música do funk carioca.
Nas últimas semanas, a prefeitura por meio da Fundação Municipal de Cultura (Fundac) e os vereadores da Câmara Municipal se envolveram em uma polêmica que repercutiu nacionalmente sobre dois casos de intolerância religiosa registrados na Capital.
O vereador Eduardo Romero (PTdoB) foi quem apresentou as denuncias na Câmara Municipal.
A diretora-presidente da Fundac, Juliana Zorzo chegou a negar dois pedidos para a realização de show não evangélicos na Quinta Gospel. Um foi para o presidente do Instituto de Cultura Espírita de Mato Grosso do Sul e sócio da Associação Brasileira de Artistas Espíritas, João Batista Paiva e outro para zelador da Tenda de Umbanda, Pai Joaquim de Angola, Elson Borges, que havia solicitado o show da cantora Rita Beneditto, onde a artista desenvolveu em 2006 o projeto “Tecnomacumba”.

Diretora-presidente da Fundac Juliana Zorzo.
Em recente entrevista, Juliana Zorzo negou favorecimento a um seguimento religioso específico e caiu no lugar comum dos políticos que se sentem contrariados afirmando que a polêmica em torno do projeto Quinta Gospel trata-se de manobra política. No entanto reconheceu que o movimento nasceu há mais de 15 anos na Primeira Igreja Batista e foi encampado pela municipalidade.
O fato acabou no Ministério Público Estadual e a promotora da 67ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, Jaceguara Dantas da Silva Passos, declarou que pretende caminhar para uma “solução dialogada e construída” para a questão. “Não pode haver favorecimento, a Constituição Federal assegura a laicidade do Estado, por isso, independente da demanda – que é uma causa justa -, podemos chegar a uma solução sem judicializar a questão”, ponderou.
Representantes de religiões não contempladas na Quinta Gospel, Fundação Municipal de Cultura, Procuradoria Geral do Município e das promotorias Dos Direitos Humanos e do Patrimônio Público estiveram reunidas na última quinta-feira (21), no Ministério Público Estadual para debater a polêmica acerca do evento religioso, realizado pelo Poder Público, mas não chegaram a uma definição sobre a questão.

Reunião no Ministério Público Estadual com todos os envolvidos na questão
Marcha para Jesus - Olarte também comentou que o evento reuniu milhares de pessoas que participaram da caminhada nesta terça-feira (26), em comemoração ao Aniversário de Campo Grande. O chefe do Executivo comentou que o evento reuniu mais de 40 mil pessoas e que nenhum registro de violência foi registrado pela polícia. O evento de caráter evangélico virou tradição e foi incorporado na programação festiva da Capital.







