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Campanha incentiva inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Na série, cada episódio de aproximadamente quatro minutos de duração, oferece os recursos de acessibilidade

14 DEZ 2016
Agência Brasil
11h14min
Foto: Reprodução

O Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançaram hoje (14) a série de oito vídeos O Futuro que Queremos, uma campanha de incentivo à inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. O evento ocorreu nesta manhã, na sede do MPT, na capital paulista.

Na série, cada episódio de aproximadamente quatro minutos de duração, oferece os recursos de acessibilidade: intérprete de Libras, legendas e audiodescrição. As histórias trazem personagens inspiradores que trabalham ou estudam, com objetivo de mostrar que a inclusão é possível.

O diretor da OIT no Brasil, Peter Poschen, explica que o tema da inclusão de deficientes vem sendo debatido há muitos anos. “A primeira vez que [o tema] foi tocado, em 1925, se referia a pessoas que perderam a capacidade por acidente de trabalho ou doenças”. Posteriormente, o assunto foi ampliado para todas as pessoas com deficiências.

Poschen citou a Convenção número 159 da OIT, que incentiva a inclusão, e que deu início a uma década de boas práticas. “É significativo que a maiores redes de empresas estão procurando promover a inclusão de pessoas com deficiência”, disse.

O procurador-chefe do MPT em São Paulo, Erich Vinicius Schramm, lembra que o trabalho decente e a dignidade da pessoa humana são direitos presentes na Constituição. “É missão institucional do MPT brigar, no bom sentido, pelo trabalho decente. Realizar, de todas as formas, a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho,” acrescentou.

Segundo a vice-coordenadora Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho, Sofia Vilela, alguns mitos atrapalham a contratação. Empresas alegam que não encontram pessoas com deficiência para contratar, que estas pessoas não são capacitadas e que elas preferem receber o benefício social pela deficiência a trabalhar. 

“O Ministério Público do Trabalho tem que obrigar as empresas a contratar porque está na lei. As empresas têm que cumprir, por uma questão de responsabilidade social e por questão de ordem jurídica”, defende Sofia Vilela.

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