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segunda, 17 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Cidades

Campo Grande nem contabilizou prejuízos e já se prepara para novo caos

07 dezembro 2015 - 15h34Por Mariana Anunciação

A Prefeitura Municipal de Campo Grande ainda nem estimou os prejuízos das recentes chuvas, mas os meteorologistas informaram que a tendência é piorar. Já foram registrados 59,6 mm de chuvas nestes primeiros dias de dezembro, o que representa 26% do histórico do município, de 224.9mm. Como as chuvas não cessam na região sul de Mato Grosso do Sul, 15 municípios já decretaram estado de emergência, nesta semana, Caarapó e a Capital estão no mesmo rumo.


A precipitação constante já tinha castigado Caarapó, município localizado a cerca de 280 quilômetros da Capital, e após mais de 30 dias, ocasionou, neste domingo, o rompimento de uma barragem no município, que represava a água do balneário municipal Ayrton Senna da Silva e causou grandes danos.


Em Caarapó não há estimativas concretas, porque deverá ser implantada a estação do Cemtec (Centro de Meteorologia de Mato Grosso do Sul) só no próximo ano. “Em Sete Quedas já choveu 77.6mm, sendo que o histórico é 187.8mm, ou seja, já choveu 43% do esperado. Em Ponta Porã já foi 110mm, o esperado é 183.7 mm, registrando 60%. Em Bela vista foi 117.2, sendo  65% do esperado, já que o histórico é de 180mm”, explicou o assessor técnico do Cemtec e geógrafo, Carlos Eduardo Borges Daniel.


Em Campo Grande, neste sábado (5), foi o dia que mais choveu na cidade, registrando 50.8mm. Diversos pontos do município ficaram alagados e houve inúmeras destruições. A secretaria de obras ainda está fazendo o levantamento e estimou que obras avaliadas em 11 milhões foram comprometidas e, possivelmente, a prefeitura irá decretar situação de emergências.

(foto: André de Abreu) 

O Governo do Estado decretou situação de emergência em 14 municípios na semana passada – Tacuru, Naviraí, Itaquiraí, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Amambai, Iguatemi, Sete Quedas, Paranhos, Caarapó, Juti, Novo Horizonte do Sul, Japorã e Eldorado. “A tendência é piorar a situação, porque estamos no período de chuva em Mato Grosso do Sul, que vai de outubro a março. A probabilidade é superar o histórico de chuvas na maioria dos munícipios. Principalmente, os da região do Sul do Estado”, revelou Carlos Eduardo.


O assessor técnico disse ainda, que como Campo Grande possui 7 regiões, o correto seria haver uma estação por local. “Os dados são da estação norte, localizada na Embrapa, na saída para Terenos, até 8h da manhã de hoje (7). Para os dados serem mais homogêneos, o ideal seria uma estação por região”.  


Em relação às temperaturas, a previsão é amenizar com a vinda das chuvas. “A temperatura máxima em Campo Grande foi de 33.9ºC no dia 1º de dezembro e a mínima foi de 18.9ºC no dia 4 de dezembro. Geralmente, por conta das rajadas de vento e a frente fria que vem com a chuva, há leve queda de temperatura, principalmente durante a manhã, a partir das 5h, e no final da tarde, 19h”, explicou o geógrafo.