Devido ao adiamento do início das aulas, professores convocados da rede municipal ficarão até três meses sem receber. A decisão partiu do prefeito Gilmar Olarte (PP), seguindo a mesma determinação do governo do Estado, onde o ano letivo começa no dia 19 de fevereiro.
O presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), professor Geraldo Gonçalves, a mudança trará resultados negativos para os trabalhadores.
“Isso vai gerar muitos transtornos para as escolas, pois terão que mudar todo o calendário de aulas e terá ainda mais reposições aos sábados. Além dos professores convocados e complementares que só vão receber em abril”.
A justificativa para a mudança foi em todo o Estado. Em reunião na Assomassul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) todos os prefeitos e a SED (Secretaria de Estado de Educação) chegaram ao acordo de iniciarem as aulas no mesmo dia para favorecer a economia.
“Eles alegam que a receita diminuiu e querem economizar, com isso não terá repasses para os professores, escolas e com o passe de estudante. O mais engraçado é que em época de campanha a prioridade é a educação, mas quando surge a oportunidade é o primeiro a ser cortado”, conclui Geraldo.
Roberto Botareli, presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação do Mato Grosso do Sul) ficou sabendo da mudança pela rede social e acredita que foi necessária, pois corria o risco das aulas começarem dia 4 com os professores em greve.
“A paralização não está confirmada nem descartada. Na última reunião o governador informou que vai pagar a diferença e cumprir o piso salarial com o piso salarial com carga horará de 20 horas, mas vamos saber na próxima reunião na segunda-feira”.







