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domingo, 16 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Cidades

Campo-grandenses acordam cedo no feriado para conferir Desfile da Independência

07 setembro 2015 - 10h04Por Amanda Amaral e Alessandra Carvalho

Em mais um ano de desfile que homenageia o 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil, algumas das principais ruas do Centro de Campo Grande já estão lotadas de público, participantes e vendedores ambulantes. Ao todo, três mil pessoas se concentram nas vias próximas à Praça Ary Coelho, conforme estimativa da Polícia Militar. A estimativa da organização é que o evento chegue a reunir 15 mil pessoas. 

A abertura do desfile ocorreu há pouco, com a presença do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), do prefeito Alcides Bernal (PP) e demais autoridades. Azambuja chegou ao local em um carro do Exército, comandado pelo Comando Militar do Oeste , depois acendeu a Pira, que representa

Foto: Deivid Correia

Há 20 anos a vendedora de algodão doce Regiane da Silva, de 38 anos, comparece no desfile. Nesta segunda, ela decidiu ir com a família toda e espera lucrar ao menos 200 reais em menos de três horas na venda do doce e de bexigas infláveis. “Adoro vir, porque agrega o trabalho e diversão”, disse Regina, que saiu com as filhas e a neta de um ano e meio às 6h da manhã do bairro Aero Rancho. A filha mais velha, de 18, também já ajuda na venda, enquanto a de 15 assiste a programação da plateia junto ao filho bebê.

Foto: Deivid Correia

O evento também é tradição anual para o casal João Pereira, de 77 anos, e Maria Luiza Soares, de 57, que pela 7ª vez saíram do Jardim Tarumã, onde moram, para assistir o desfile. “Isso aqui me faz lembrar meus tempos de mocidade, sempre estamos aqui e hoje vamos ficar até o final, trouxemos até uma sombrinha para proteger do sol”, conta senhor João, que relembra com orgulho ter servido o exército brasileiro no ano de 1964.

 Foto: Deivid Correia


Muitas famílias gostam de passar reunidas o tempo de folga do trabalho, como é o caso de Nildez Duarte, 42, Doralice Reis, 38 anos, e seus três filhos. “Os meninos que pediram para nós os trazermos, porque antes reclamavam que só viam pela televisão”, disse a mãe. Os meninos, Carlos Daniel, de 14 anos, Carlos Roberto, de 12, e Carlos Henrique, de 5, pela primeira vez conferiram de perto a banda e toda a movimentação do dia. “Saímos na pressa, pegamos três ônibus e esquecemos de trazer lanche, vamos ter que comprar aqui”, disse Doralice, que conta que os cinco saíram do Jardim Anache nas primeiras horas da manhã.

Foto: Deivid Correia 

Na primeira fileira da arquibancada e com o tereré na mão, o campo-grandense Wilson de Almeida, 35 anos, chegou cedo para garantir o lugar. Ele conta que desde muito pequeno comparece com a família no desfile, onde estava com a mãe e a mulher. “Gostamos de vir assistir a passagem dos participantes e fazer essa programação em família. Todos os anos a gente traz tereré e lanche, porque é muito caro aqui”, conta.

Fotos: Deivid Correia

Houve quem também tenha ido até as ruas para protestar. Um grupo pequeno de pessoas se manifestou contra o governo de Dilma Rousseff através de faixas e cartazes, alguns pedindo a volta do regime militar e o impeachment da presidente.

Foto: Deivid Correia

Organização

Fazem a segurança do desfile cerca de 70 agentes da Polícia Militar, 70 guardas civis municipais e 35 agentes da Defesa Civil, além do Corpo de Bombeiros de Campo Grande.

As ruas Antônio Maria Coelho, Maracaju, Cândido Mariano, Dom Aquino e Barão do Rio Branco, no trecho entre a Avenida Mato Grosso e a Avenida Fernando Corrêa da Costa, estão interditadas a partir da Avenida Calógeras até a Rua 13 de Maio.

Os agentes de fiscalização de trânsito da Agetran estão nas redondezas orientando a população. Os condutores que pretendem transitar na área central no sentido leste/oeste, devem seguir pela Avenida Calógeras até a avenida Fernando Corrêa da Costa. No sentido oposto, deverá seguir pela rua Rui Barbosa até a Avenida Mato Grosso.

A organização informou que também estão sendo oferecidos mais três ônibus, totalizando cinco, para desafogar os terminais e atender a população.