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Cidades

Casas para transferidos da Cidade de Deus vão custar R$ 52 mil em média

26 março 2016 - 18h02Por Rodson Willyams

A prefeitura de Campo Grande deve financiar em torno de 40% sobre o valor dos imóveis que serão entregues às famílias que foram transferidas da Cidade de Deus para o Vespasiano Martins, na região do Jardim Los Angeles, e Bom Retiro, próximo à Vila Nasser. Cada imóvel deve custar, em média, R$ 52 mil, mas depende da variação do tamanho do terreno, que pode superar os 200 metros quadrados.

De acordo com a assessoria de imprensa do município, a prefeitura irá fornecer os materiais, auxílio técnico e mão de obra para construir uma casa de 46 metros quadrados. "A casa terá sala, cozinha, banheiro e dois quartos. As casas serão levantadas em sistema de mutirão e custarão R$ 12 mil cada. Uma parte do valor total do imóvel será financiada pela prefeitura. As prestações devem ser divididas em 300 vezes, com carência de um ano. O valor de cada prestação ainda vai depender do valor de cada terreno, em que muitos poderão ter mais de 200 metros quadrados (10x20). Os critérios de financiamento serão os mesmo do Minha Casa Minha Vida".

No início de março, 33 famílias haviam sido removidas da Cidade de Deus e levadas para o Vespasiano Martins. Logo depois, 22 integrantes de um grupo de 119 famílias foram realocadas ao Bom Retiro, próximo à Vila Nasser. Em janeiro, a prefeitura havia feito o cadastramento de 400 famílias que residiam na comunidade Cidade de Deus. "Ainda faltam ser transferidas 150 a 200 famílias. O contrato só será fechado com as famílias no final, quando as casas estiverem construídas", disse a assessoria.

Projeto

O prefeito Alcides Bernal, do PP, informou, durante agenda pública, que não descarta a possibilidade também de encaminhar para a Câmara Municipal de Campo Grande, um projeto para auxiliar as famílias que foram transferidas da favela Cidade de Deus, embora não precise da autorização dos vereadores para resolver a questão. "O que for preciso passará pela Câmara Municipal. Mas nós vamos prestar contas de tudo", emendou.

Ainda segundo a assessoria de imprensa, a previsão é que a prefeitura tenha um gasto de R$ 300 mil iniciais, entre transporte, materiais para a remontagem das moradias e outros insumos necessários, além do pessoal disponível. "Mas ainda não fechou o balanço, só no final".