O caso do advogado Jeferson Antonio Baqueti, que foi preso em Dourados no dia 16 de agosto gerou revolta entre os colegas de profissão e candidatos à presidência da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul), que consideraram a ação dos policiais como um ato de "ofensa" aos profissionais que atuam na área do direito. O advogado foi preso no momento em que tentou filmar a ação de policiais, que negaram a retirada das algemas de um cliente que o acompanhava, mesmo já estando na viatura.
Mansour Elias Karmouche, um dos pré candidatos ao pleito da OAB, destacou que os policiais não tinham motivo para fazer a detenção do advogado. "Considero a atitude como arbitraria e ilegal, não existia nenhum motivo para a detenção do advogado, é uma violação o que aconteceu em Dourados. Nos manifestamos de forma imediata para que fique claro que não aceitamos isso de nenhuma forma. É inaceitável colocar obstáculos no exercício profissional do advogado, os policiais violaram o estatuto".
Segundo Mansour, o advogado tem liberdade para exercer a profissão e elaborar suas provas, sejam elas com vídeos ou fotos. "Isso é inquestionável, não ocorreu nenhum tipo de crime, ele estava exercendo a profissão dele, como advogado ele tem liberdade para exercer a profissão, tirar foto para servir de prova se for o caso e diante disso, fizeram a detenção dele de forma vingativa para impedir o exercício profissional dele, nos manifestamos incontinente e pedimos ao comando providencias".
Já para Jully Heider de Souza, que esteve com Jeferson, a atitude demonstra que a categoria está sendo desmoralizada ao exercer a profissão, buscando a defesa de um cliente e acredita que os responsáveis pela prisão de Jeferson, já deveriam ter sido afastados.
"Este não é um caso isolado porque há um mês atrás, tivemos o caso da advogada Aline Brandão, que foi presa ao defender um cliente dela na delegacia. Agora temos o caso do Doutor Jeferson, isso é a demonstração de que estamos sofrendo processo de agravamento das ofensas da nossa profissão, das nossas liberdades profissionais. Esperamos que esses policiais sejam repreendidos pela corporação porque na verdade, nós achamos até que eles já deveriam ter sido afastado porque a natureza do ato deles é muito grave, muito representativa de que eles não estão suficientemente preparados para exercer a função" diz Jully.
Heider destaca ainda, que ao agredir um profissional, a autoridade policial está agredindo a própria sociedade, levando em consideração que o advogado trabalha em prol dos direitos da sociedade. "O que preocupa a gente, é que quando um advogado é agredido, é a mesma coisa de agredir um cidadão que esta sendo defendido. Indaguei e manifestei a ele minha solidariedade, sobre o que o cliente dele não deve ter pensado naquele momento,porque passou um tempo e o advogado que ele solicitou para defesa, estava ao lado dele algemado na viatura. Isso não pode acontecer, o advogado existe para garantir a defesa e os direitos da sociedade".
O TopMídia News tentou contato com outros candidatos à presidência da OAB/MS, porém eles não atenderam ou retornaram as ligações.







