As protetoras que resgataram a cachorrinha batizada de Vitória Guerreira, torturada por adolescentes da Capital, e os moradores do bairro Coophavila que testemunharam o fato já estou sendo ouvidas na Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista). A cadela foi resgatada no último sábado (30) com parte do couro das costas arrancado, provavelmente por faca, e com duas das patas quebradas.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Wilton Vilas Boas de Paula, normalmente o crime de maus-tratos não é investigado. "Por conta da decorrência do fato e da complexidade do caso foi aplicado um inquérito policial para investigar o caso", relatou.
Ainda segundo o delegado, ainda não é possível apontar que são os autores do crime. "Ainda estamos investigando o local, mas posso dizer que os responsáveis podem ter pena de três meses a um ano de prisão, além da multa administrativa", concluiu.
O caso
No final da tarde de sábado, protetores encontraram a cachorra em uma caixa com parte do corpo sem couro e com as patas quebradas. Testemunhas disseram que ela foi vítima de uma "sessão de torturas" nas mãos de quatro adolescentes, supostamente usuários de drogas que perambulam pelo bairro Coophavila, em Campo Grande.
Apelidade de Vitória Guerreira, o animal foi levado para uma clinica veterinária particular, localizada na avenida Joaquim Murtinho. A veterinária responsável afirmou que os cortes podem ter sido sim provocados por faca ou por qualquer instrumento cortante. Ela foi medicada, passou por cirurgia e pode ter uma das patas amputadas.
Pelo Facebook, um das protetoras envolvidas no caso afirmou que vizinhos viram que, ainda na manhã de sábado, a cachorro foi vítima de um atropelamento, mas a dona não tinha condições de pagar o tratamento e até pensou em levar para o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), porém, não se sabe como o animal foi parar com os adolescentes.







