Com 'canetões', quadros e jalecos, professores Reme (Rede Municipal de Ensino), deram um 'aulão' em um dos cruzamentos mais movimentados de Campo Grande. A manifestação aconteceu na tarde desta terça-feira (11), na Rua 14 de julho com a Avenida Afonso Pena, no Centro da Capital.
Segundo o Presidente do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Geraldo Alves Gonçalves, na próxima quarta-feira (12), às 9h da manhã, haverá uma nova assembleia geral na sede do sindicato. "Hoje a prefeitura mandou um ofício, pedindo para categoria continuar as negociações, mas o documento deu a entender que era para os professores voltar para as salas de aula. No ofício, não foi apresentado nenhuma nova proposta de reajuste salarial", explica Geraldo.

Geraldo Alves Gonçalves. Foto: Deivid Correia
A última proposta, que era pagar uma parcela em maio e outra no mês de outubro, foi retirada na Câmara nesta terça-feira. De acordo com Gonçalves, Olarte não quer entrar em um acordo e a categoria vai pensar em outra proposta na assembleia de amanhã.
O presidente do sindicato ainda destacou que, 66 % das escolas da Reme já se encontram em greve e se acaso não existir um acordo com a prefeitura, outras unidades educacionais vão aderir ao movimento a partir de amanhã. "Será necessário uma reposição de aula, é algo ruim para os alunos e para os professores", ressalta.

Greve
A categoria pede o cumprimento da Lei 5.189, de 2013, que determina a integralização do piso salarial municipal, que atualmente é de R$ 1.564,97, ao piso salarial nacional, de R$ 1.697,37.







