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Cidades

02/06/2014 18:23

Mesmo com falta de lençóis e extintores, Jamal diz que Saúde tem nota oito

Precariedade

Após receber a denúncia sobre a falta de extintores e lençóis nas macas da Unidade de Pronto Atendimento (Upa) do Coronel Antonino, o secretário Jamal Mohamed Salem, responsável pela Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), disse que apesar dos problemas, em sua análise a pasta teria nota "oito".


"Em menos de três meses já mudou bastante, daria nota oito para o sistema de saúde da Capital. Os pacientes deviam dar graças a Deus que o Olarte entrou e me indicou porque eu vou consertar isso, mas é preciso paciência", afirmou.


A denúncia foi feita por um paciente, de 56 anos, que foi encaminhado para a unidade de saúde. Segundo o homem, que preferiu não se identificar, na Upa não havia lençóis suficientes para cobrir as macas, o local estava com várias infiltrações e com extintores vencidos, além de ter menos do que a quantidade necessária.


A respeito dos problemas observados pelo paciente, o secretário admitiu as condições precárias e justificou que os problemas foram herdados da gestão anterior. "Pegamos a pasta em coma, faltando tudo, até as ambulâncias estavam sucateadas. A Sesau estava parada e estamos arrumando as necessidades emergenciais. Priorizamos a contratação de médicos e compramos os medicamentos", justificou.


Secretário alegou que herdou problemas da gestão anterior (Foto: Geovanni Gomes)

Registro foi feito por paciente que aguardava atendimento (Foto: Cedida)


Quanto ao prazo para que as providências sejam adotadas, Jamal assegurou que está solucionando os problemas. "Os lençóis chegaram hoje e no máximo na quarta-feira serão distribuídos. Os extintores estão sendo trocados, ainda existe um ou outro com data vencida, mas vamos regularizar tudo em no máximo 15 dias", garantiu.


Providências - O secretário lembrou ainda que durante conversa com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, que esteve na Capital na última sexta-feira (30), pediu apoio para o setor de pediatria, uma das áreas com maior demanda e declarou que a solicitação deve ser atendida com a locação de uma área destinada para atender a demanda.


"Vamos resolver isso com a locação do espaço no Hospital Sírio Libanês, que vai atender a pediatria e funcionar 24 horas", afirmou. Embora o projeto exista, o secretário não soube especificar quando a população poderá contar com o atendimento. "Tudo o que temos é muito preliminar e ainda não posso garantir datas", explicou.


Questionado sobre os principais problemas da pasta, Jamal observou que em Campo Grande, faltam médicos pediátricas e ginecologista, no entanto, não soube informar o déficit de profissionais e pontuou ainda a carência de cerca de 800 leitos nas unidades hospitalares.


"Estamos trabalhando para suprir as necessidades da melhor maneira possível. A realidade é que faltam médicos. Se souberem de alguém , estamos contratando", disse ao finalizar a entrevista.

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