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Cidades

03/01/2015 15:49

Com investimentos de R$ 4,2 milhões, Orla Ferroviária virou abrigo de ladrão

Descaso

A Orla Ferroviária, localizada no centro de Campo Grande, entre as avenidas Afonso Pena e Mato Grosso, se tornou uma verdadeiro abrigo para ladrões e usuários de drogas. Inaugurada em dezembro de 2012, durante a gestão do ex-prefeito Nelson Trad Filho, o parque linear contou com investimentos no valor de R$ 4,3 milhões, do BID (Banco Interamericano para o Desenvolvimento) e tinha o objetivo de revitalizar o trecho da antiga linha férrea.

Depois de dois anos, o local volta praticamente a ser o que era antes da reforma. Tomada por usuários de drogas e moradores de rua, o ponto turístico acabou dando estrutura ainda mais atraente para a violência. "Isto tudo é morada de ladrão. Eles roubam e escondem tudo ali dentro", relata a funcionária de um são de beleza da região, Dilma Souza, 60 anos, se referindo aos quiosques ao longo da praça.

Quiosques eram explorados por permissionários por aluguéis que variam de R$ 1,5 mil a R$ 2mil. (Foto: Deivid Correia)

Conforme comerciantes, locais são utilizados para deposito de objetos roubados. (Foto: Deivid Correia)

Trabalhando no mesmo local há 12 anos e com um bom número de secadores de cabelo furtados, ela afirma que a revitalização foi um desperdício de dinheiro. "Deveria ser uma local para lazer, mas do que adianta sem policiamento", explica.

As constantes ameaças de furto também são queixa da vendedora autônoma, Maria Francisca dos Santos, 48 anos. "Esses dias quase pegaram minhas mercadorias. Isto era 12h. Só não pegaram, porque vi um amigo e gritei", relatou. Atuando na região há 33 anos, ele acredita que a melhor solução, no momento, é trancar os quiosques.

Quiosques eram explorados por permissionários por aluguéis que variam de R$ 1,5 mil a R$ 2mil. (Foto: Deivid Correia)

Parque linear é composto por seis quiosques onde deveriam funcionar estabelecimentos gastronômicos. (Foto: Deivid Correia)

Inicialmente destinados ao comércio gastronômico, os seis quiosques deveriam ser explorados por permissionários por alugueis que variam de R$ 1,2 mil e R$ 2 mil por mês. Porém, a maioria dos comerciantes abandonou os pontos devido a falta de incentivo para movimentar o local.

Em um dos quiosques, a reportagem do Top Mídia News encontrou lixo acumulado, além de parte estar queimada. Atualmente, apenas os dois estabelecimentos, localizados em frente a Morada dos Baís, desenvolvem algum tipo de atividades comercial.

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