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Cidades

há 10 anos

Com gratificações garantidas, médicos suspendem greve em Campo Grande

Já nesta terça-feira (11) os 1.400 médicos da rede pública retornaram às suas atividades em todas as unidades de saúde de Campo Grande. Com a garantia do pagamento das gratificações, a maioria dos profissionais optou por suspender a greve, que durou seis dias. A categoria permanece em “estado de greve” – com possibilidade de paralisação a qualquer momento - até que a prefeitura cumpra o acordo firmado na sexta-feira (8).

Cerca de 200 profissionais compareceram à sede do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed-MS) para decidir, em assembleia, se aceitavam a proposta do município.  Desde sábado (9), o efetivo de médicos nas UPAs (Unidade de Pronto Atendimento)  já havia aumentado de 30% para 50%.



“Esta é uma demonstração de boa vontade com a prefeitura, e também uma forma contribuir com a população, que está sofrendo muito com o movimento grevista. Entendemos que a sociedade não pode ser penalizada, e por isso retomaremos nossas atividades normais. No entanto, caso o gestor descumpra o que foi acordado e não publique até quarta-feira, no Diogrande o que foi prometido, retomaremos a greve”, declarou em nota o presidente do Sinmed, Valdir Shigueiro Siroma.

A categoria se reunirá novamente na próxima quinta-feira (14), quando será realizada nova assembleia para avaliar o cumprimento do acordo por parte da prefeitura. Na sexta-feira, participaram da reunião representantes da prefeitura, do Ministério Público Estadual (MPE) e Ministério Público do Trabalho (MPT).

Na ocasião, a prefeitura se comprometeu a devolver as seguintes bonificações: gratificação de desempenho médico, gratificação de incentivo básico ambulatorial, adicional de responsabilidade técnica e gratificação por trabalho noturno, com pagamento na forma estabelecida no acordo, bem como a publicação de medida revogando as medidas anteriores que retiravam o direito aos plantões, retornando à situação anterior. De acordo com o sindicato, os adicionais correspondem a 50% do salário dos médicos e custam cerca de 900 mil reais ao cofres da prefeitura 



"Esperamos que não haja retrocesso nas negociações, afinal a saúde é um bem essencial e deve ser tratada com prioridade e de forma comprometida. Estamos confiando na palavra da prefeitura que prometeu fazer as publicações em diário oficial até quarta-feira", afirmou o presidente. 

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