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Cidades

10/02/2015 15:53

Com juros, Gisa fica R$ 5,8 milhões mais caro sem nunca ter funcionado

Rombo

O secretário municipal de Saúde, Jamal Salem, confirmou, neste terça-feira (10), que a Prefeitura de Campo Grande terá que arcar com R$ 5,8 milhões de juros, além do valor de R$ 8,2 milhões, gastos para a implantação do Gisa (Gerenciamento de Informações Integradas da Saúde). A verba para o sistema, que permitiria o agendamento de consultas por telefone, foi adquirida em 2008, por meio do Ministério da Saúde, mas o que seria para ajudar os pacientes nunca chegou a funcionar.

Na época, o sistema custaria R$ 9,9 milhões, entre verba federal e contrapartida municipal. Conforme o secretário, deste valor, R$ 8,2 milhões fora repassados ao município e R$ 1,5 milhões foram retidos. Sem colocar o sistema em funcionamento durante sete anos, a prefeitura terá de devolver o dinheiro acrescido de juros, subtraindo uma dívida de R$ 14 milhões.

Para saldar a rombo, o pagamento será divido em parcelas. De acordo com Salem, o Ministério Público quer que o montante seja parcelado em 30 vezes, enquanto o município pede 60 meses para saldar o prejuízo.

Nesta terça-feira, o vereador petista Marcos Alex informou durante a sessão ordinária, na Câmara Municipal, que deve ingressar com uma ação popular na Justiça para pedir que os envolvidos no escândalo do Sistema Gisa sejam responsabilizados.

O parlamentar não descarta a possibilidade de colocar o prefeito Gilmar Olarte (PP) na ação, além dos ex-secretários de Saúde, Leandro Mazina, Luiz Henrique Mandetta, e o ex-prefeito Nelson Trad Filho.

Sobre a hipótese de Olarte ser atingido pelo processo, Salem afirma que ações já estão sendo tomadas para punir os responsáveis pela inoperância do sistema. "Da mesma maneira que o vereador Alex está entrando na Justiça, nós também estamos agindo", afirmou.

O Gisa sempre foi cercado de polêmicas, adquirido ainda na gestão de Nelson Trad Filho (PMDB), os deputados da Assembleia Legislativa abriram até uma CPI para investigarem o caso, onde concluíram que o sistema estava cercado de irregularidades. O programa deveria integrar todo o sistema de saúde do município e ser o piloto para outras cidades do Brasil.

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