Com pouco mais de meia hora de atraso, as manifestações na região central de Campo Grande tiveram pouca adesão e não movimentam mais de um quarteirão na Avenida Afonso Pena, próximo à Praça do Rádio Clube. Informações preliminares apontam a aglomeração de cerca de quatro mil pessoas.
Com palavras de ordens e cartazes pelo fim da corrupção, os manifestantes abordam pessoas que passam pela Avenida Afonso Pena em busca de mais apoio para o protesto, que teve a adesão de cerca de 20 mil campo-grandenses no mês passado. O objetivo é realizar uma caminhada pacífica até o Parque das Nações Indígenas, no final da avenida.
Apesar da grande divulgação, os protestos tiveram uma redução de impacto em todo o Brasil. Conforme informações do Globo News, caciques do PSDB e da oposição já consideram a manifestação como um “erro” de estratégia, enquanto o Governo Federal respira um pouco mais aliviado.
Ao contrário do mês passado, o evento recebeu ampla divulgação nas redes sociais e através de logomarcas específicas, onde os textos de divulgação foram publicados em horário de maior audiência. Também houve a distribuição de panfletos e carros de som circulavam pela região central convocando a população.
Comércio
A queda no movimento frustrou alguns comerciantes ambulantes que aproveitam a aglomeração para garantir uma renda extra. Em sua maioria, acompanham as manifestações vendedores de roupas nas cores verde e amarelo.

Foto: Deivid Correia
O comerciante, Alessandro Pereira, 33, vende camisas do Brasil e da seleção e, segundo ele, foi necessário fazer uma “promoção relâmpago” para garantir as vendas. “Baixei o preço, pois as camisetas não estão vendendo tão bem como no dia 15. Hoje só vendi 12”, lamenta.
Por outro lado, a empresária Alessandra Prado, 33, está bem animada com os protestos. Ela aproveitou a onda de passeatas para estampar camisetas com os dizeres “Fora PT” e “Fora Corrupção” e já vendou 30 exemplares hoje.







