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Cidades

Com Parque Ayrton Senna fechado, criminalidade dispara na região do Aero Rancho

24 setembro 2015 - 19h00Por Kamila Alcântara

Há alguns anos o bairro Aero Rancho, que já foi considerado um dos mais populosos da Capital, estava na “lista” das regiões mais perigosas para se viver, mas mudou por um tempo. Porém, com o fechamento do maior parque da região, o Ayrton Senna, o número de crimes vem aumentando e assustando a população, principalmente os comerciantes.

O fechamento do parque aconteceu no mês de junho, após a prefeitura acatar recomendações do Ministério Público e do Corpo de Bombeiros, que pediram o cumprimento de normas de segurança, com previsão de interdição por 30 dias.

“Um empresa ganhou a licitação e agora está fazendo a obra avaliada em R$ 6 milhões. Só espero que eles entreguem o parque com o que precisamos, como barras de apoio nas piscinas, local apropriado para fazer exercícios e tudo mais”, diz a dona de casa Sônia Nogueira, 59 anos, que chegou a recolher 280 assinaturas solicitando a reabertura do local.

 

Sônia recolheu as assinaturas dos moradores para a reabertura do parque. Foto: André de Abreu. 


Para quem mora nas proximidades do Ayrton Senna, a preocupação maior é com a criminalidade,já que o posto da Polícia Militar, que funcionava no interior do local, foi desativado. Assim, roubos e furtos se tornaram frequentes na região. “Tem uma guarnição lá na Raquel de Queiroz, mas ainda é pouco. O Aero Rancho precisa de mais um posto policial, só um não está sendo suficiente”, conta Tereza Antunes, 33 anos.

A irmã de Tereza, Odete Antunes, é comerciante e por diversas vezes se sentiu insegura. “Não havia condições da PM continuar ali. A pintura estava descascando, tinha goteira, as vezes faltava luz e água. Eles chegaram a pedi ajuda dos comerciantes da região para se manter no mesmo lugar, só que ninguém ajudou, então eles foram para o Lageado”, relembra.

Odete afirma que a situação estão piorando a cada dia. “Agora a gente vê malandro rondando a conveniência, olhando o movimento. Nos sábados eu costumava atender até meia noite ou mais, agora abaixo as grades até no máximo dez horas da noite e no domingo às seis da tarde. Na segunda um carro foi assaltado de madrugada por adolescentes, aí no dia seguinte vimos um camburão fazendo rondas. Só esse dia também”.

Durante a noite os vizinhos afirmam que tudo acontece dentro do parque. “Vocês podem voltar aqui quando anoitecer que vão ver o tanto de gente aí dentro. Esse parque enche de maloqueiro e usuário de drogas”, confirma o borracheiro Nilton Machado, morador do bairro há 24 anos.

 

Nilton mora no local há 24 anos. Foto: André de Abreu


A empresa responsável pela reforma no local é a Recoma e tem como objetivo melhorar as áreas de prática esportiva. No total, foram investidos R$ 6.081.859,74 e a previsão de entrega é em junho de 2016. “Até eles entregarem essa obra o bairro já virou um verdadeiro bang-bang”, concluiu Odete.