Depois de vencer a licitação, a empresa Cataratas do Iguaçu confirmou que vai assumir a gestão e controle do Aquário do Pantanal, mesmo com a estimativa de ter R$ 18,2 milhões em prejuízos nos próximos 25 anos, prazo de concessão da obra. O cálculo é baseado nos próprios cálculos do Governo do Estado, que cede a obra mais representativa da gestão André Puccinelli, do PMDB.
A homologação do contrato de concessão foi publicada na edição de ontem (5) do Diário Oficial do Estado. Pelas normas do edital da licitação, que a Cataratas do Iguaçu participou sozinha e foi vencedora, a empresa assume toda a gestão do Aquário pelos próximos 25 anos.
O preço médio a ser cobrado pela visitação é de R$ 21 - R$30,88 a inteira, a meia a R$15,44 e a opção por grupos com ingressos por R$ 20,70. Segundo a estimativa que consta no edital, a previsão é receber 5,8 milhões de pagantes nos 25 anos. Na prática, levando em conta o preço médio de R$ 21 pelo ingresso, a empresa tem previsão de arrecadar R$ 121,8 milhões no período.
O problema é que a concessionária terá que investir R$ 140 milhões, como contrapartida para assumir a gestão do empreendimento. Pelos cálculos oficiais, a Cataratas do Iguaçu teria um prejuízo de R$ 18,2 milhões nos 25 anos.
O déficit estimado é mais um ponto de interrogação que envolve toda a obra do Aquário do Pantanal. Conforme os números oficiais, a obra custou R$ 135 milhões. O problema é que o cálculo leva em conta apenas a infraestrutura básica, o prédio em si. Ou seja, todo o resto, de sistema de ar condicionado ao suporte à vida, não entra nas contas oficiais.
Agora, os números do contrato de concessão colocam, novamente, todo o empreendimento em xeque. Sem contar, que conforme o próprio André Puccinelli assumiu, o Aquário será entregue incompleto.
O problema ficará a cargo do governador eleito Reinaldo Azambuja, do PSDB, que assume a chefia do Executivo estadual no primeiro dia de 2015.







