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Conselheiro das Moreninhas denuncia descaso do poder público com a região

Regiões de Campo Grande

19 DEZ 2013
Aline Oliveira
06h00min
Foto: Geovanni Gomes

 

Neste especial “Regiões de Campo Grande”, vamos visitar os bairros e vilas mais populosos da Capital e falar dos problemas estruturais e sociais enfrentados. O primeiro local, foi a região das Moreninhas que compreende Moreninha I, II, III, IV e o bairro Cidade Morena, contabilizando mais de 60 mil habitantes e localizada na região Sul da cidade.

 

Um morador que conhece como poucos a situação é o presidente do Conselho Gestor de Saúde das Moreninhas e conselheiro regional há 15 anos, Jurandir Domingues Oliveira, um dos fundadores do primeiro loteamento, a Moreninha 1, há 32 anos. Ele destaca que a região está esquecida pelo poder público e isolada pela falta da estrada de ligação solicitada pelos representantes comunitários desde 2004.

 

“Observamos o desenvolvimento de vários bairros de Campo Grande, com construção de avenidas, parques lineares e pavimentação asfáltica. No entanto, aqui pouco tem sido feito, enfrentamos o descaso no setor de saúde, como a UPA que iniciou a construção em 2011 e até hoje não foi concluída, a estrada solicitada pela comunidade há quase uma década e ficamos aqui isolados e só com uma saída do bairro, a Avenida Gury Marques”, explicou Oliveira.

 

O conselheiro reforça que a luta é grande e lenta, já que a UBS (Unidade Básica de Saúde), o CRS (Centro Regional de Saúde) e o Hospital da Mulher estão em condições lastimáveis, necessitando de reforma, aparelhamento e funcionários. Ele alega que o problema seria minimizado com a inauguração da UPA. “Falaram que a UPA iria inaugurar agora em dezembro, mas acho difícil, pois, falta ainda cercar, colocar piso e aparelhar. Com isso, os outros locais ficam sobrecarregados para atender a população. Foram contratados mais médicos, isso temos que falar, mas faltam os técnicos para auxiliar e assistentes sociais também. Sem eles, os médicos têm o trabalho prejudicado”, diagnosticou.

 

Oliveira ressaltou ainda que vários ofícios foram encaminhados ao poder público municipal e estadual solicitando providências, mas não receberam respostas para nada. “Trabalho há 15 anos neste segmento que é a saúde e confesso que estou cansado com tanto abandono. A comunidade vem e pergunta como estão as coisas, o que está sendo feito e ficamos de mãos atadas, isso magoa muito a gente”, desabafou.

 

Administração municipal – O conselheiro questionou que a nova administração está completando um ano e nada foi feito para o local. “Está completando um ano da nova administração e não conseguimos falar com ninguém, estamos muito decepcionados. Nossa esperança é que os dois vereadores eleitos pela região possam encaminhar  as solicitações e realizar projetos, porque o que tenho visto é tudo parado, sem encaminhamento. Precisamos que os vereadores tenham acesso ao prefeito para conseguirmos reivindicar e ser atendidos”.

 

Com relação ao controle da dengue, Oliveira elogia a atuação dos agentes de saúde e frisa o envolvimento da população. “Olha, um dos poucos serviços que funcionam aqui é o controle da dengue. Temos bons agentes de saúde que cuidam e fiscalizam, além disso, o povo se conscientizou da necessidade de prevenir a criação de focos do mosquito. Também contamos com apoio da Funasa, enfim, todos colaboram para que a doença não prolifere por aqui”, declarou.

 

Expectativa – Questionado sobre as necessidades mais urgentes da região, o conselheiro afirmou que são três: a centralização do setor de saúde e a criação de uma UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família), a conclusão e funcionamento do polo industrial das Moreninhas e a construção da estrada de ligação do bairro ao centro da cidade.

 

“Temos que organizar a saúde da região, pois, doente ninguém trabalha. Já encaminhamos um projeto para criar um complexo de saúde, na área da UPA, UBS, CRS e Hospital da Mulher. Outro ponto muito importante é o polo industrial que se entrar em funcionamento trará desenvolvimento e empregos para os moradores que não terão de se deslocar para outros bairros para trabalhar. Por último e não menos importante, a estrada das Moreninhas que está emperrando o desenvolvimento, a ligação entre os bairros e a construção do shopping popular”, finalizou.

Foto: Geovanni Gomes
Foto: Geovanni Gomes
Foto: Geovanni Gomes

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