Clima de tensão toma conta dos moradores da Cidade de Deus, no início da manhã desta segunda-feira (1º), onde mais de 100 homens da tropa de choque da Guarda Municipal estão posicionados em frente ao Lixão de Campo Grande. Oficialmente, a Prefeitura alega que "apenas" quer evitar novo bloqueio da rodovia. Porém, a situação causou pânico nas cerca de 450 famílias que vivem na região.
De acordo com encarregado do aterro, Gustavo Marques Pitaluga, o motivo do reforço policial é um mistério, já que no local os trabalhos estão com a rotina normal. "Não sei dizer o que vai acontecer, quando cheguei para trabalhar eles já estavam posicionados aqui em frente", relatou.
Já para uma das moradoras da Cidade de Deus, Mariana Gonçalves, a presença da guarda causa temor, pois desde o mês passado há promessas para retirar as famílias do local, considerado inapropriado para moradia. "Não sabemos o que vai acontecer, todos estão apreensivos se esses guardas vão nos tirar à força daqui", comenta.
Questionados pela reportagem, nenhum dos guardas quis comentar sobre a permanência deles no local. Mas de acordo com o inspetor da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Marcio Leite, existia uma possibilidade dos moradores da Cidade De Deus interditarem a rodovia. Diante disso foram posicionados quatro viaturas da PRF a cerca de 300 metros do Lixão, onde trabalham em operação conjunta com a Guarda Municipal. "Estamos aqui desde as cinco horas da manhã. Tenho certeza que os moradores foram desestimulados de interditar a rodovia com a nossa presença".
O inspetor ressaltou que o protesto é um direito deles, e que estão no local apenas para inibir e manter a ordem durante a ação. O efetivo da PRF vai permanecer no local monitorando, caso haja necessidade, vão intervir.







