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sábado, 15 de agosto de 2020
Cidades

Coordenadores de cursos repudiam ações de reitora da UFGD: 'omissão e autoritarismo'

Reitoria não estaria fazendo reuniões com os conselhos da universidade

10 julho 2020 - 20h11Por Thiago de Souza
Carta , assinada por 34 coordenadores de cursos da Universidade Federal da Grande Dourados, nesta sexta-feira (10), repudia as ações tomadas pela reitoria da UFGD, em Dourados. Os docentes acusam a gestora de omissão e autoritarismo. 
 
Segundo os coordenados dos cursos de graduação, no último dia 2, um requerimento de reunião imediata da Câmara de Ensino de Graduação foi enviada à Pró-Reitoria da UFGD. No documento, o grupo questionava o motivo das reuniões não terem sido realizadas nos últimos meses. 
 
Ainda de acordo com o grupo de coordenadores, desde março a Reitoria não se reúne com instãncias consultivas e com conselhos superiores da universidade, que são os principais órgãos deliberativos da UFGD. 
 
Outro fato que indignou os coordenadores foram as reuniões da Pró-Reitora de Graduação, feitas separadamente, com coordenadores dos cursos e de cada faculdade. Na visão deles ‘’ Trata-se de uma ação oposta à promoção de um espaço coletivo, representativo e, efetivamente, democrático com todos/as os/as coordenadores/as de cursos de graduação. É importante esclarecer à comunidade interna e externa à UFGD que a Reitoria e a PROGRAD não abriram espaço algum para a participação dos coordenadores e coordenadoras de graduação na concepção, discussão e deliberação dessa resolução que instituiu o Regime Acadêmico Emergencial e o Calendário Acadêmico Emergencial’’. 
 
A UFGD, dizem os coordenadores, é uma das poucas universidades federais do Brasil que não vem realizando reuniões virtuais de seus conselhos e colegiados superiores ao longo deste período de pandemia, o que afasta os argumentos de que haveria impeditivos intransponíveis para a realização de tais reuniões. 
 
Ainda segundo a nota, o uso da videoconferência para tais reuniões foi autorizado pelo Governo Federal. 
 
‘’Esse cenário reitera o caráter antidemocrático adotado na condução das tomadas de decisões sobre os rumos da instituição pela gestão Pró- tempore da UFGD. Em um momento, sem precedentes, da história da humanidade em decorrência da pandemia de COVID-19, impedir a realização de debates por meios virtuais com toda a comunidade da UFGD aprofunda as dificuldades impostas pela conjuntura e repercute, diretamente, em princípios históricos da instituição: a excelência na formação dos/as discentes dos cursos de graduação e pós-graduação, as condições de trabalho dos/as docentes e técnicos/as-administrativos e, consequentemente, o compromisso da garantia de uma educação pública, gratuita, plural e de qualidade’’, diz parte da nota. 
 
A atual reitora, Mirlene Damázio, foi nomeada pelo então ministro da Educação, Abraham Weintraub. A polêmica se deu porque ele ignorou a lista dos candidatos vencedores na eleição de 2019.
 
 
 
 
 

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