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Copa de 2014 acaba se tornando líder em emissão de poluentes

Dióxido de Carbono

21 DEZ 2013
Schimene Weber
10h31min
Foto: Divulgação/Ministério do Esporte

A extensão territorial do Brasil e a necessidade do deslocamento de turistas e seleções por milhares de quilômetros entre as 12 sedes do torneio vão acabar transformando a Copa do Mundo de 2014 no evento esportivo que mais causa danos ambientais dos últimos oito anos.

De acordo com as estimativas da Fifa, o Mundial deve jogar 2,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera. A quantidade de poluentes é similar aos gases gerados por cerca de 560 mil carros ao longo de um ano. Ainda assim, com quantidades tão altas, não foram levados em conta a construção e a reforma dos 12 estágios, além da movimentação de pessoas que visitarão o Brasil durante a Copa, mas não irão aos jogos.

A Fifa pretende investir cerca de R$ 6 milhões no financiamento de programas de reflorestamento e investimentos em energia eólica e hidrelétrica, o que seria suficiente para equilibrar a emissão de poluentes. Até o momento, o dinheiro não foi liberado.

No texto de apresentação do inventário, a Fifa afirma que está comprometida em fazer da Copa um evento sustentável. "A Estratégia de Sustentabilidade da Copa do Mundo tem como meta organizar e implementar o evento de um modo sustentável, reduzindo os aspectos negativos e incrementando os aspectos positivos do evento na sociedade e no meio ambiente", é o que consta na redação.

Retrospectiva - A Copa de 2010, na África do Sul, emitiu o equivalente a 1,65 milhão de toneladas de dióxido de carbono, embora houvesse uma previsão inicial de 2,64 milhões. Um terço da pegada de carbono deixada pelo mundial africano foi provocada por deslocamentos de turistas e jogadores. A maior parte da emissão foi provocada pelas viagens internacionais.
 

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