Cerca de 80% dos funcionários de distribuição, coleta e atendimento dos Correios pararam os serviços em Campo Grande e diversos municípios do Estado hoje (13). A categoria reivindica melhorias nas condições de trabalho.
A situação é agravada pelo fato da direção nacional da ECT (ECT-Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos-Geral) recusar a proposta de intermediação para o pagamento da PRL (Participação nos Lucros e Resultados), encaminhada pelo Ministro Ives Gandra, do TST (Tribunal Superior do Trabalho), e aprovada por 22 sindicatos de vários estados.
Conforme explicou a Secretária Geral do Sindicato em Mato Grosso do Sul, Elaine Regina de Souza, o Correios continua irredutível em relação a proposta de "amarrar" os valores previstos da PLR pelo período de três anos, incluindo a PLR de 2013 que já deveria ser paga no final do mês de outubro. "Queremos garantir o valor mínimo da PRL, deste ano, que até então não haviam estipulado. Em 2013 acordamos o mínimo de R$ 614 e máximo de R$ 711", defendeu.
Com isso a direção da empresa pagaria, na PLR 2014, a título de Parcela de Incentivo à Ampliação de Produtividade e Resultados, mais 25% do valor repassado ao Governo.
A secretária disse que a ECT, vem pressionado a categoria para aprovar a proposta de 2015, sem os reajustes. "O pagamento da PLR 2015 seria discutido até a data limite de 17 de novembro de 2014. Os valores para o rateio da PLR é feito com base apenas nos lucros e não resultados, como ponderou o Ministro Ives Gandra", disse.
Além disso a empresa quer realizar a cobrança em cima da produtividade dos trabalhadores, o que eles não concordam. "Hoje não temos condições de trabalho e eles querem punir os trabalhadores impondo esse valor, o que não aceitamos", comenta.
Com a paralisação, cerca de 100% dos trabalhos em Campo Grande e demais regiões, ficam comprometidos, situação que a população já vem sentindo durante a semana, com atraso nas correspondências. "Estamos trabalhando com um efetivo baixo, queremos que a entidade faça novas contratações. Hoje a empresa não abre concurso" explica a secretária.
Com isso outras situações consideradas irregulares pela categorias foram pautadas e colocadas em uma carta aberta que será entregue para a população hoje durante a mobilização. Tais como a agilidade no pagamento da periculosidade de 30% para os condutores motorizados em serviço, abertura de concurso público para suprir a falta de pessoal e melhores condições de trabalho, como colocação de bebedouros nos locais de trabalho, dedetização de unidades infestadas por pombos e ratos, instalação, conserto e manutenção adequada dos equipamentos de ar condicionado.
E em nota a direção do Sintect-MS explica que lamenta ter que suspender as atividades para receber o que já ter direito por força de acordo coletivo de trabalho firmado este ano. Mas esclarece que não restou outra alternativa diante do descaso da empresa.







