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quarta, 02 de dezembro de 2020
Cidades

CRO/MS quer aumentar repasse de planos de saúde para melhorar atendimentos

Repasse

21 outubro 2013 - 08h40Por Ana Rita Chagas

Integrantes da Comissão de Convênios e Credenciamentos do Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso do Sul (CRO/MS) estão adequando propostas para negociar com as operadoras de planos de saúde melhores condições de trabalho aos profissionais e usuários. Segundo informações do CRO/MS, inicialmente os integrantes do conselho irão realizar uma estudo sobre as tabelas de preços cobrados pelos convênio em Mato Grosso do Sul.

Segundo representantes do CRO/MS, a meta é organizar um movimento conjunto por todo o Brasil. “Vamos fazer o levantamento dos planos que atendem Mato Grosso do Sul. Iremos verificar se todos estão inscritos e os valores praticados. Depois buscaremos conversar com as operadoras para ver o que precisamos adequar para dar mais condições aos Cirurgiões-Dentistas e usuários”, afirma Humberto Pauli membro do Conselho Regional de odontologia de MS.

De acordo com representante da Comissão Nacional de Convênios e Credenciamentos, Benício Paiva Mesquita, há mais de 18 milhões de usuários de planos de saúde no país e cerca  de 25% dos Cirurgiões-Dentistas são conveniados.

Conforme os profissionais, os valores pagos pelos planos de saúde são considerados baixos. Eles informam que um profissional chega a receber R$ 17 para fazer uma restauração de amalgama de uma face. Para uma extração R$ 25 e R$ 3 para uma radiografia. “Já realizamos um levantamento que mostra que muitos profissionais estão se desligando dos convênios e se continuar assim, as operadoras vão acabar desaparecendo”, afirma Benício Paiva Mesquita.

Outro objetivo a ser pautado é a efetivação de mudanças que vão beneficiar os usuários dos planos. “As operadoras hoje em dia, visando lucro, acabam dificultando o acesso do usuário e isso não pode acontecer. Muitos planos pedem raio-x para comprovar a necessidade do procedimento e acaba colocando o paciente em exposição de forma desnecessária. O ideal seria que todos oferecessem perícia presencial. O CFO até publicou a resolução 102/2010 como uma forma de evitar o uso indiscriminado da radiação ionizante”, ressaltou Benício.

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