Lideranças da Cidade de Deus foram recebidas, na manhã desta quinta-feira (20), na Câmara Municipal de Campo Grande e pediram ajuda dos vereadores para resolver o problema do corte de energia elétrica da favela, a maior de Campo Grande.
Mesmo com os pedidos, os moradores foram informados que a Prefeitura não tem planos para eles, e que apenas 120 das 470 famílias da Cidade de Deus serão realocadas para nova favela, no Jardim Noroeste.
Segundo a líder Mariana Gonçalves, 21 anos, o prefeito prometeu resolver o problema dentro de 60 dias, além de ter prometido casa. "Agora ele quer nos transferir de uma favela para criar outra. Queremos que ele resolva essa questão. Viemos aqui pedir ajuda dos vereadores para resolver o esse problema que nos deixou sem luz".
Em contato com a Ehma (Agência Municipal de Habitação), o vereador Delei Pinheiro, do PSD, foi informado que não há projetos habitacionais para os moradores da Cidade de Deus. Já a questão da água tratada e energia elétrica será definida em reunião entre a Câmara Municipal e o Procurador-Geral do Município, Fábio Castro Leandro.
Na Câmara, os representantes da Cidade de Deus pediram o prefeito não atenda apenas 120 famílias que vão para o Noroeste. Querem que todos mudem juntos.
O vereador e líder do prefeito Gilmar Olarte na Casa, Edil Albiquerque, do PMDB, disse que está esperando o procurador Fabio Leandro para ficar a par da situação da cidade de Deus. Ele ainda afirmou que os moradores foram "os principais causadores dessa situação", já que invadiram uma área que seria área arbórea para conter o cheiro da estação de tratamento que tem no local.
O terreno no noroeste e da prefeitura será utilizado de forma emergencial para cumprir uma determinação judicial. Essas transferências é um "ato continuo" que a prefeitura teve que fazer.
"Acredito que depois que a prefeitura estiver concluído, vai transformar o local em grande loteamento social", disse Edil.







