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Cidades

01/07/2015 10:30

Defensoria realiza curso sobre violência obstétrica e parto humanizado em Sidrolândia

O município de Sidrolândia, localizado a 63 km de Campo Grande, irá receber, hoje, 1º de julho, na Câmara Municipal, a próxima edição dos Diálogos Interdisciplinares com o tema "Violência Obstétrica X Parto Humanizado". O evento é realizado pela Escola Superior da Defensoria Pública de MS (ESDP-MS) e recebe a parceria da Prefeitura Municipal e da Câmara dos Vereadores. As informações são da Defensoria pública de MS.

A Escola Superior da Defensoria Pública organizou o debate após a Instituição registrar casos de violência contra gestantes em vários municípios do Estado. O curso já foi realizado na Capital, em Costa Rica, Corumbá e Ponta Porã.

De acordo com a Secretaria Municipal de Sidrolândia, o Hospital Elmiria Silvério Barbosa registrou, no último ano, 574 nascimentos, sendo 302 através de parto normal e 272 por cirurgia cesariana.

A quantidade de cesáreas chama atenção, pois corresponde a 47,38% do total de partos realizados, número acima da média nacional que é de 40%.

A Defensora Pública que atua na comarca, Thaisa Raquel Medeiros de Albuquerque Defante, diz que nos últimos três meses deste ano (março, abril e maio), 23% das gestantes de Sidrolândia foram encaminhadas para as maternidades de Campo Grande por causa do risco de complicações no parto avaliado pelo plantonista.

 Folder elaborado pela Defensoria Pública do Estado

                                  A Defensora Thaisa Raquel Medeiros (foto: Defensoria Pública de MS)

O mesmo período registra 155 partos, com 95 cesarianas (61,29%) e 60 partos normais (38,70%). Deste grupo, 37 gestantes receberam o primeiro atendimento na cidade, mas tiveram seus filhos na Capital.

A Defensora explica que a falta de informação sobre o parto natural e os direitos da gestante é uma preocupação da Defensoria Pública.

“Há um inversão de valores. Muitas mulheres até preferem o que chamam de parto cesariano porque acham que não vão sentir dor. Na verdade trata-se de uma cirurgia de grande porte, é extremamente agressiva e a recuperação mais delicada, nada tendo a ver com o parto, que é a capacidade da mulher de parir naturalmente”, afirmou ela.

 

Parto humanizado

Para o Defensor Público Gustavo Henrique Pinheiro Silva, que também trabalha na comarca, um dos principais entraves para a implantação do parto humanizado em Sidrolândia é a falta do plantão obstétrico, que disponibiliza para o atendimento um obstetra, um pediatra e um anestesista.

O hospital de Sidrolândia possui, atualmente, apenas um médico plantonista, que é responsável pelo atendimento de todos os casos de emergência e urgência, não apenas as gestantes.

"O parto humanizado requer práticas simples, como informações objetivas a respeito das opções de parto à disposição da gestante; a presença de um acompanhante indicado pela parturiente, desde o trabalho de parto até a alta médica; a possibilidade de receber o acompanhamento de uma doula, a profissional que oferece o apoio físico e emocional à gestante durante todo o trabalho de parto, dentre outros procedimentos", explicou o Defensor Público durante visita ao prefeito de Sidrolândia.

Sobre os tipos de violência obstétrica, a Defensora cita "o fato obrigatório da mulher estar em jejum de alimentos e de líquidos; quando há o rompimento artificial da bolsa d’água para induzir o parto (amniotomia precoce); a aplicação de ocitocina sintética para contrair artificialmente o útero a fim de acelerar o trabalho de parto; quando a mulher sofre o corte cirúrgico feito na vulva ou na vagina (episiotomia) e a lavagem intestinal entre outras agressões".

 Serviço

 

A capacitação é de graça e aberta a todos os profissionais da área da saúde e educação, assim como estudantes, pesquisadores e toda comunidade. A Câmara Municipal fica na Avenida Antero Lemes da Silva, 1664. Bairro Jandaia.

A programação do curso:

18h - Credenciamento

18h30 - Solenidade de Abertura

19h - 19h50 - O que é Violência Obstétrica

Palestrante: Angela Amanda Nunes Rios - Fisioterapeuta do Hospital Universitário da UFGD e Apoiadora da Rede Cegonha em Mato Grosso do Sul.

 19h50 - 20h40 - O que é Humanização do Parto

Palestrante: Wilson Ayach - Ginecologista, obstetra e mastologista. Professor adjunto da UFMS.

 20h40 - 21h10 - Atuação da Defensoria Pública no combate e prevenção à Violência Obstétrica

Palestrante: Fábio Rogério Rombi da Silva, Defensor Público e coordenador do Núcleo de Ações Estratégicas da Defensoria Pública de MS (NAE).

 21h10 - Perguntas

21h30 - Encerramento

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