A situação dos bebês que precisam de doações de leite materno em Mato Grosso do Sul é preocupante. De acordo com a integrante da comissão estadual do banco de leite, Elisabete Kamiya, o déficit mensal de doações é de 200 litros.
“O volume de doações no Estado é de 500 litros ao mês, mas para atender a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal, a unidade de cuidado intermediário e a unidade canguru, precisaríamos de aproximadamente 700 litros ao mês”, explica.
O aleitamento é essencial aos recém-nascidos, pois o leite materno é considerado o alimento mais completo para o bebê. Nele estão contidas proteínas, vitaminas, gorduras, água e outras substâncias necessárias para o desenvolvimento saudável da criança, além de anticorpos e glóbulos brancos.
“O leite materno é um alimento que não vai somente nutrir, mas vai passar anticorpos para o bebê que ainda não tem um sistema imunológico completo. Quando uma mãe precisa da doação de leite, ela passa por sofrimento dobrado, pois a criança está com problemas para se desenvolver e ela não pode produzir o leite”, completa Elisabete.
As interessadas em doar podem ligar a um banco de leite e agendar uma visita. A equipe especializada vai até a casa dessa mãe, realiza um cadastro, faz um trabalho de orientação e entrega os frascos esterilizados para que a mulher possa fazer a coleta quando for o melhor momento. O leite deve ser congelado até que seja recolhido.
Para ajudar é possível ligar nos telefones (67) 3345-3027 (Hospital Universitário); 3378-2715 (Hospital Regional); e 3042-9994 (Maternidade Cândido Mariano).







