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Cidades

04/12/2014 18:00

Diretores do Instituto Mirim desmentem Olarte e revelam perseguição política; 'estamos sem receber h

Briga de Poderes

A diretoria do Instituto Mirim de Campo Grande desmentiu as informações repassadas pelo prefeito Gilmar Olarte, do PP, e alegou que sofre perseguição por parte do administrador. Segundo a entidade, não há irregularidades no local, como afirmado pelo chefe do Executivo municipal.

Uma coletiva de imprensa foi realizada pela diretoria do Instituto Mirim, na segunda unidade da entidade no Bairro Carandá Bosque, na tarde desta quinta-feira (4) para esclarecer alguns fatos que a imprensa de Campo Grande vem repercutindo. Segundo a diretora do Mirim, Mozana Ferreira Campos as declarações que o prefeito Gilmar Olarte dizendo ter repassado verbas para a entidade nos últimos meses são todas falsas. Participaram da coletiva a presidente do Instituto Mirim, Mozana Ferreira Campos, a diretora executiva, Silvia Almeida de Sousa, e o assessor jurídico da entidade, Wilton Acosta.

Ontem, quarta-feira (3) a Secretaria Municipal de Administração da Capital (Semad) afirmou que a Prefeitura já repassou um total de R$ 4 milhões em recursos para o Instituto Mirim. O montante repassado seria referente ao pagamento às prestações de serviço dos mirins do período entre março a outubro.

Foto: Landerson Ricardo

Mozana foi enfática em dizer que o Instituto Mirim está sem dinheiro e sofre pressão por todos os lados. “Temos a obrigação de esclarecer isso para a sociedade. O instituto recebe R$ 400 mil da Prefeitura todo mês. Esse dinheiro é para custear os 998 adolescentes que fazem parte da instituição”, disse Mozana. Segundo a diretora, desse número, cerca de 450 adolescentes trabalham em órgãos públicos do município e do estado e tem dois meses que a administração de Olarte não repassa a verba para o Instituto Mirim. “Desde setembro não recebemos nada. Estamos custeando basicamente com recursos próprios”.

A parceria entre Prefeitura e IMCG existe há mais de 30 anos e continua atualmente, por meio de convênios com órgãos estaduais, federais, Poder Judiciário, Ministério Público e empresas privadas. O Instituto Mirim encaminha os jovens para trabalhar na condição de aprendiz e o órgão conveniado faz o repasse financeiro para o pagamento deles.

Os diretores que participaram da coletiva disseram aos jornalistas que sentem preocupação com o futuro da entidade. “Ficamos tristes, pois precisamos da parceria para dar continuidade ao trabalho. A gente vem sofrendo uma pressão para fazer uma renúncia. A perseguição vem de várias formas, mas temos o compromisso com os adolescentes.

Olarte declarou que não iria “carregar funcionários do instituto nas costas’’. “Os prédios e os profissionais eu não posso manter mais e vou tomar providências junto com a Secretaria de Administração”, declarou o prefeito em agenda pública esta semana.

Foto: Landerson Ricardo

A atual diretora, Mozana disse que nunca foi procurada por Olarte e por ninguém da prefeitura. “Nunca foi convidada pela atual administração e por ninguém da prefeitura para termos uma conversa como ele mesmo está falando para a imprensa. Precisamos da renovação do convênio, o instituto é dos adolescentes e da família e queremos que continuem fazendo parte da vida deles”, disse Mozana.

Sobre as prestações de conta que Olarte está alegando, Mozana disse que desde que o Instituto virou ONG, não está nos autos do contrato. “No contrato não exige nenhuma prestação de contas, mas nós não importamos em prestar as finanças. Se nós solicitarem vamos encaminhar os documentos para o Ministério Público”, disse a diretora.

Foto: Landerson Ricardo

Finalizando a coletiva os diretores disseram que desde a entrada da gestão de Olarte na prefeitura, o Instituto começou a decair. ‘’Desde quando ele assumiu tudo piorou. Ali a perseguição é politica, é pessoal, estamos sofrendo com tudo isso. De forma nenhuma queremos brigar com a prefeitura, queremos apenas a manutenção dos nossos serviços”, finalizou a diretora do Instituto Mirim de Campo Grande.

Segundo Olarte, o caso foi parar até no Ministério Público Estadual (MPE). “Eles estão tomando as providências e a sociedade vai saber logo tudo que lá era feito de forma ilegal”, declarou o prefeito.

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