Dois servidores municipais foram exonerados após uma investigação da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) constatar que esses funcionários haviam entregado atestados médicos que supostamente seriam falsos.
Segundo a assessoria da Sesau, o caso passou a ser investigado porque no mês de dezembro de 2014, dos sete mil funcionários da rede municipal, 826 faltaram ao trabalho. A percentualidade dos afastados por supostos problemas de saúde chegou a 13%, sendo que o normal seria 3%.
No último dia 16 deste mês, o Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul (MPE) abriu mais um inquérito nesta para investigar a denúncia de recebimento irregular de plantões na saúde na Capital. Conforme o texto, a justificativa seria “Apurar possível desvio de função de servidores lotados no Lacen (Laboratório de Central de Saúde Pública), bem como suposta irregularidade consistente no recebimento de vencimentos sem a efetiva prestação dos respectivos plantões”.
O caso dos atestados já foi alvo de várias polêmicas. Após a grande falta de funcionários, o secretário de saúde Jamal Salem chegou a fixar um comunicado nas unidades de saúde de Campo Grande, onde o recado dizia que para os funcionários pedissem afastamento médico para tratamento, durante um período acima de cinco dias, poderiam automaticamente ficar suspensos da escala de plantão do mês seguinte, sem remuneração extra no mês posterior.
Depois de causar o alvoroço nas unidades, o caso foi parar também nas redes sociais, a Sesau voltou atrás e mudou o comunicado decidindo agora que apenas os servidores que agirem de má-fé ou com algum tipo de irregularidade ficarão suspensos dos plantões no mês seguinte.







