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Cidades

Rottweiler também ficou paralítica depois de vacina da raiva, denuncia dono

Cachorra foi vacinada na campanha do ano passado

18 outubro 2019 - 19h00Por Nathalia Pelzl

Após a divulgação da história do cachorrinho Bili, que, segundo a família, parou de andar após tomar a vacina contra a raiva, aplicada por um técnico do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), alguns relatos chegaram ao TopMídiaNews.

Um deles é da rottweiler Dara, do militar Edson Martins Bittencourt, de 46 anos. Ele conta que, na campanha passada, realizada pelo CCZ, Dara também ficou sem andar depois de tomar a dose da vacina.

“Ela tomou a vacina, aí dois dias depois caiu a traseira dela. Levamos ela no Hospital Universitário, do lado do CCZ, fez todos os exames para cinomose, pagamos tudo, mas chegou um momento que a veterinária não sabia o que ela tinha”, destaca.

Ele pontua que a veterinária cogitou que poderia ser consequência da vacinação “A doutora falou, na época, que não podia atestar que tinha sido a vacina, mas que podia ter sim contribuído”.

Após vários exames, a veterinária acionou um neurologista de humano para atender a cachorra, sendo que foi receitado um remédio que conseguiu salvar Dara. “Até fazer todos os exames, ela não tinha sido medicada, depois passaram o corticoide. Ela ainda ficou com sequelas, só que ela anda, meio com a patinha andando de lado, mas anda. Eu dou esse medicamento humano receitado pelo veterinário, tenho todos os documentos. O neurologista concluiu que não era neurológico”.

O militar lembra que, à época que o animal foi vacinado, os agentes ficaram com medo, o que contribuiu para o atendimento de forma bruta.

“Eles agiram com brutalidade, aí nessa campanha a agente que veio falou que, no ano passado, tinha gente sem capacitação trabalhando, sendo que se a vacina fosse aplicada no lugar errado poderia sim prejudicar o animal. Após a publicação da matéria no TopMídiaNews (caso Bili), conclui que tinha sido a vacina mesmo”,  finaliza.