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Em 2014, mercado de imóveis começa aquecido na Capital

Boom na oferta dos alugueis

20 JAN 2014
Carlos Guessy
15h00min
A procura por locação de imóveis avança 30% na Capital. Foto: Geovanni Gomes

O ano de 2014 começou confirmando uma tendência que já vinha se desenhando no ano passado. Após vivenciar uma fase de superaquecimento, o setor imobiliário em Campo Grande perdura com ofertas de locações de imóveis por toda a cidade. Essa busca de imóveis para locação neste mês, é considerada um período de safra para o aluguel, que deve crescer cerca de 30% na Capital.

A estimativa é do Sindicato da Habitação (Secovi). Segundo dados do orgão, do começo de 2014 em imobiliárias incorporadoras na cidade, Campo Grande vive um boom com a alta oferta dos alugueis.

"As construtoras abrem o ano com oportunidades de negociações e pagamentos, enquanto a locação de imóveis passa pelo que chamo de "safra", nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro", afirma o presidente da Secovi, Marcos Augusto Netto.

Marcos disse que para ajudar ainda mais no movimento imobiliário, 2014 conta com os eventos pontuais, como o carnaval, semana santa, e copa do mundo, todos no primeiro semestre do ano. "As vendas do final do ano para cá não tiveram quedas. Geralmente temos um começo de ano fraco, as coisas esfriam até o carnaval, mas este ano o carnaval é em março, acredito que isso faça com os interessados busquem os seus possíveis imóveis", enfatiza.

Após a explosão de empreendimentos imobiliários lançados por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, há apartamentos sobrando em praticamente todas as regiões da cidade. O “boom” do setor foi impulsionado pelos subsídios governamentais oferecidos por meio do projeto, iniciado em 2009, pelo aumento do poder de renda da população e pelas facilidades de acesso ao crédito, que permitiram a um grande número de famílias a realização do sonho da casa própria.



A demanda de aluguel também influencia a venda de imóveis, "Esse é o grande momento para alugar imóveis. O investidor sabe disso e procura unidades para comprar também", disse a gerente de vendas da Vanguard, Vanessa Scaff.

 

Segundo Samara Batista, do departamento de locação da imobiliária Humberto Canale, o mercado está aquecido desde dezembro, "Realmente estamos passando por um aquecimento, desde o começo do ano passado. Está vindo muito estudante de fora, funcionários públicos que foram transferidos, bancários. Essa é a hora de alugar ou comprar", afirma Samara. 

Mariana Arruda, é acadêmica de administração da UFMS, mora atualmente no centro da Capital e está de mudança para ao lado da universidade, no bairro Ipiranga, "Já vou mudar na semana que vem. Achei essa kit por indicação de colegas, procurei muito até eu fechar o négocio. A vantagem é que estarei do lado da minha instituição, disse a Mariana.

Para a publicitária e recém casada, Yara Martins Souza, está difícil de achar uma casa nos moldes dos seus sonhos, "Eu casei a pouco, quero comprar uma casa. Tenho cachorro e aí não dá pra ficar em apartamento. To procurando uma que tenha espaço para quintal e churrasqueira, mas está difícil achar nessas condições", afirma Yara.


Já o jornalista William Franco afirma que está a procura do novo lar há mais de um ano, "Busco um imóvel que seja novo para me adequar ao Minha Casa, Minha Vida e que não seja muito distante de onde moro atualmente. Quero comprar justamente como um investimento, mas está complicado achar", conclui William.

 

As condições especiais nas diversas construtoras na cidade animam o Secovi "Antes de termos os financiamentos, isso não era possível. Estamos envolvidos em um desenvolvimento sustentável, que se apóia na taxa de desemprego, que é a menor em 30 anos, no déficit habitacional que sofremos e principalmente no financiamento. Esse é o grande segredo", explica Marcos.

Estabilidade

A variação, além de poder impactar diretamente nos juros dos financiamentos imobiliários, tende a diminuir, de maneira global, o poder de compra das famílias.

“Por enquanto, acreditamos apenas em uma estabilidade e não queda de preços. Mas, daqui para frente, a quantidade de novos empreendimentos lançados deve cair, até que a demanda possa absorver toda a oferta disponível. Enquanto isso não acontecer, os investidores (que compram para obter renda com o recebimento de aluguéis) também devem atuar num ritmo mais lento”, avalia o economista Fabio Nimer.

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