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Em 2018, vidas de 'Playboys do Crime' terminaram na penitenciária e no cemitério em Campo Grande

Ações criminosas de Breno e Marcel foram descobertas pela polícia

29 dezembro 2018 - 15h15Por Thiago de Souza
Em 2018, vidas de 'Playboys do Crime' terminaram na penitenciária e no cemitério em Campo Grande

Vida luxuosa, com carros e motos importadas, belas mulheres a tira colo e baladas em boates de alto padrão escondia ações criminosas de dois endinheirados de Campo Grande. Marcel Colombo e Breno Fernando Solon Borges foram descobertos pela polícia e, com isso, vieram a morte e a cadeia.

Assim como o  pai, Marcel era empresário. Mas a Polícia Federal apontou que ele trazia produtos dos Estados Unidos sem recolher os impostos devidos. Em uma das operações da PF, em dezembro de 2017, ele foi preso com armas de fogo, anabolizantes e dinheiro falso.

Outra ocorrência que levou Colombo a ficar conhecido como o ''playboy da mansão'' foi uma detenção por perturbação ao sossego, na ocasião de uma festa em casa de alto padrão, regada a bebida, música alta e - desacato à Polícia Militar.

Marcel zomba de equipe de TV que cobria detenção dele. (Reprodução TV Campo Grande)

Não bastasse isso, na delegacia para o registro da ocorrência, Marcel zombou de um repórter de TV que cobria o caso, dizendo que logo estaria solto e com dinheiro no bolso, ao contrário do profissional, que trabalhava em pleno feriado.

Marcel era tido como de temperamento forte e explosivo. São várias as ocorrências de brigas em boates e casas noturnas da cidade, violência doméstica em 2010 e ameaça, em 2011. Até vídeo íntimo de uma jovem ele foi acusado de vazar na internet.

As constantes confusões e brigas envolvendo Marcel são uma das linhas de investigação da Polícia Civil para o assassinato dele, ocorrido na noite de 18 de outubro, em um barzinho da região central. O suspeito desceu de uma moto, atirou na vítima e fugiu.

Breno levava maconha e munições em carretilha na BR-262. (Foto: Divulgação PRF)

Filho de desembargadora

Breno Fernando, filho da desembargadora e presidente afastada do Tribunal Regional Eleitoral de MS, Tânia Garcia Freitas Borges, seguia a mesma linha de Marcel. Ostentava nas redes sociais mansão estilo Hollywood, motos de mil cilindradas e fotos de viagens de destinos paradisíacos. Só que não demorou muito para Breno figurar nas páginas policiais de jornais de todo o país.

Em 24 de fevereiro de 2017, Breno foi preso pela Polícia Rodoviária Federal de posse de uma pistola calibre 9 milímetros. Ele conseguiu a liberdade, mas temos depois voltou a virar manchete policial.

Em abril de 2017, Breno, a namorada dele, Isabela Vilalva e o funcionário Cleiton Jean Sanches Chaves, foram parados em uma barreira da PRF, na BR-262, em Água Clara. No jipe da mãe dele acoplado a uma carretinha, a polícia descobriu 139 quilos de maconha, 199 munições de calibre 7.62 e 71 projéteis 9 milímetros. Os três foram presos.

Breno e namorada levavam vida de luxo e crime. (Foto: Reprodução Facebook)

Mas a vida criminosa de Breno não ficou restrita a esse crime. A Polícia Federal descobriu, no âmbito da Operação Cérberus, que o filho da magistrada agia em prol do Primeiro Comando da Capital, inclusive foi mentor e executor da tentativa de fuga de uma das lideranças da facção da Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande.

Breno está preso em Três Lagoas e já foi condenado pela participação em tráfico de armas e por organizar a fuga do presidiário na Capital.

A família e a defesa de Breno alegam que ele sofre do transtorno de borderline, doença que afeta as relações sociais e prejudica o discernimento entre o certo e o errado, e por isso seria ininputável. No entanto, perícia feita em Breno a pedido da justiça constatou que ele tem condições de responder pelos crimes que cometeu.